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domingo, 24 de junho de 2012

Macuru-pintado

Notharchus tectus


O Macuru-pintado é conhecido também como Capitão-do-mato-pequeno, Macuru e Rapazinho-dos-velhos. Para nidificar cavam uma galeria em solos acidentados, barrancos ou em cupinzeiros arborícolas. Põe geralmente 2 a 3 ovos brancos e brilhantes na câmara incubatória, que é nua. Habita o interior e as bordas de florestas altas e florestas de galeria, áreas abertas, clareiras, capoeiras e pastos arborizados, plantações e manguezais. Pousa geralmente em galhos secos nas copas de árvores altas, mas também em fios elétricos. Alisa as penas do píleo com o encontro das asas. Encontrado solitário, aos pares ou em grupos de até 6 indivíduos. Voz: Fina e tremulante “pit.. rri…”, “bibibibi”.
É encontrado em toda a Amazônia brasileira e também da Costa Rica às Guianas, Colômbia, Equador e Peru.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pica-pau-branco

Melanerpes candidus


O pica-pau-branco é uma ave piciforme da família picidae. Também é conhecido como birro ou cri-cri, sendo estes nomes referentes ao seu canto.Alimentam-se de insetos e suas larvas, sementes, frutos e mel. Caçam insetos, especialmente sob a casca. Atacam ninhos de marimbondos e vespas. Nessas ocasiões, é notável como esses insetos voam próximos ao pica-pau, sem atacá-los com seus ferrões. Procuram, avidamente, as larvas nas casas de marimbondo, destruindo-as por completo. Abre ninhos de abelhas indígenas como a irapuá (Trigona spinipes), para deles retirar larvas e adultos, prestando importante serviço aos citricultores pois a irapuá causa prejuízo à produção de cítricos, uma vez que corta com suas mandíbulas os botões florais, impedindo a formação de frutos. Ataca também cupinzeiros arborícolas e vem ao solo para capturar formigas. Além de insetos, alimentam-se de frutos, inclusive plantas cultivadas em pomares, como mamão, laranja, bananas, etc.Vive em áreas campestres, pastos, eucaliptais, capoeiras ralas, buritizais, plantações e áreas rurais. Vive também em cidades, parques, jardins, pomares, bordas de brejos arborizados e no Pantanal de Mato Grosso. Encontrado em grupos de 6 a 10 indivíduos, podendo chegar a 20, às vezes associado a outros tipos de aves campestres gregárias como o Pica-pau-do-campo, o anu-branco, o Anu-preto e o Sabiá-do-campo. O grupo todo dorme junto, no oco de uma árvore, às vezes com várias entradas.
Presente em campos da foz do Rio Amazonas e na região de Óbidos, estendendo-se para as regiões campestres de todo o Brasil. Encontrado também no Suriname, Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Gavião-preto

Urubitinga urubitinga

O gavião-preto é um accipitriforme da família Accipitridae. É conhecido também como cauã (Minas Gerais), gavião-caipira, gavião-caripira (no Pará), gavião-fumaça, tauató-preto e urubutinga.Alimenta-se de rãs, lagartos, cobras, ratos, insetos e peixes,etc. Come também filhotes de aves caídos do ninho, carniça e frutas, como o cajá-mirim(Spondias mombin). É uma espécie incomum. Habita pântanos, alagados e bordas de matas, freqüentemente próximo à água. Vive solitário, aos pares ou, ocasionalmente, em pequenos grupos.
Ocorre em todo o Brasil e também do México à Argentina.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Cauré

Falco rufigularis

O cauré é uma ave falconiforme da família Falconidae. Também conhecido como cauré-i, coleirinha, falcão-de-garganta-branca, falcão-morcegueiro, gavião-de-coleira e temtenzinho. Captura suas presas com habilidade, tanto em vôo - morcegos, insetos e aves - quanto no chão - ratos e pequenos lagartos. É um caçador hábil. No crepúsculo apanha morcegos e mariposas; de dia apanha libélulas, gafanhotos, ratos, lagartixas e algumas aves como Andorinhões (Família Apodidae) e Araçaris. Varia de incomum a comum em algumas regiões, habitando bordas de florestas e clareiras. Vive solitário ou aos pares, passando a maior parte do tempo pousado em postes e no alto de árvores mortas.
Ocorre em todo o Brasil, e também do México à Argentina.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Bico-reto-cinzento

Heliomaster longirostris

 
O bico-reto-cinzento é uma ave apodiforme da família Trochilidae. Este beija-flor habita floresta, e geralmente é visto nas clareiras da floresta, mas, às vezes, pode visitar os jardins. Está presente do sul do México ao Panamá , da Colômbia, sul e leste da Bolívia e Brasil e em Trinidad. Está presente em todo norte da América do Sul e na América Central e é uma espécie rara, mas pode ser generalizada, podendo ser local ou sazonal, embora seus movimentos não seja bem compreendidos. Segundo o mapa da Avibase, o bico-reto-cinzento ocorre nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Goiás,, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Portanto nas 5 regiões brasileiras.

domingo, 21 de agosto de 2011

Anambé-branco-de-bochecha-parda

Tityra inquisitor


Ave passeriforme da família Tityridae, o anambé-branco-de-bochecha-parda(Tityra inquisitor) é conhecido também como: anambé-branco, anambezinho, araponguinha, araponguinha-de-cara-preta, araponguira, canjica, canjiga e urubuzinho. O período reprodutivo é de julho a dezembro. Este pássaro nidifica nos ocos das árvores, entre 12 e 30 metros do chão. Geralmente nascem dois filhotes por vez, que são alimentados pelos pais à entrada do ninho. Varia de incomum a localmente comum na copa e nas bordas de florestas úmidas ou secas, e em capoeiras e clareiras com grandes árvores. É visto normalmente aos pares e à boa altura na vegetação, pousado em galhos bem expostos. Às vezes reúne-se em grupos nas árvores com frutos, os quais constituem seu alimento principal.
Presente localmente em todo o Brasil. Encontrado também do México ao Panamá e em quase toda a América do Sul, com exceção do Chile e Uruguai.

Anambé-pombo

Gymnoderus foetidus
 anambé-pombo é uma ave passeriforme da família Cotingidae. Também conhecido como anambé-açu, anambé-grande, anambé-pitiú e pombo-anambé. Alimenta-se de frutos e insetos.Constrói seu ninho entre 6 e 10 metros do solo em forma de pequena taça e decora-o externamente com liquens e fungos. Em geral o filhote nasce branco-acizentado. Vive no interior de matas de várzea e de terra firme.
Presente em toda a Amazônia brasileira e também nas Guianas, e da Venezuela à Bolívia.

Saíra-de-bando

Tangara mexicana

A Saíra-de-bando também é conhecida como Cambada-de-chaves e Coleiro-de-bando. Alimenta-se de frutas e, eventualmente, de insetos.É comum em bordas de florestas de terra firme e de várzea, capoeiras, clareiras com árvores esparsas, plantações e jardins. Vive em pequenos grupos de 5 a 10 indivíduos, não sendo comum sua associação a bandos mistos.
Encontrado em toda a Amazônia brasileira e da Bahia ao Rio de Janeiro. Encontrado também nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Maria-cavaleira

Myiarchus ferox


A maria-cavaleira é uma ave passeriforme da família Tyrannidae. Outro gênero de aves muito semelhantes. A distribuição de cores e formato as separam dos demais tiranídeos, mas a distinção entre si é mais complexa. Alimenta-se principalmente de insetos alados que captura em vôos curtos, retornando ao poleiro em seguida, mas também caça insetos sobre as folhas e ramos de árvores e consome pequenos frutos. Mantém-se pousados abaixo da copa, seja em matas, seja em áreas abertas. Usam desde as árvores altas até o sub bosque das florestas, bem como vivem nas áreas de cerrado aberto. Seus hábitos não diferem muito das outras marias-cavaleiras, pois passa a maior parte do tempo imóvel, empoleirada no estrato médio de bordas de matas
Está presente em todo o Brasil.

Gaturamo-verde

Euphonia chrysopasta

O gaturamo-verde é uma ave passeriforme da família Fringillidae.Mede 10 cm de comprimento. O macho é uniformemente verde-oliváceo, com loros claros, nuca cinzenta e barriga amarela. Assemelha-se à fêmea, que possui loros claros como nos machos, mas garganta e barriga cinza esbranquiçada e não amarelas.Pode ser encontrado em beira de mata de terra firme, matas de várzea e capoeiras. Associa-se a várias outras espécies do gênero Euphonia, deslocando-se em bandos mistos pela copa.
Ocorre nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.

Encontro

Icterus pyrrhopterus





O Encontro é uma ave passeriforme da família Icteridae. Conhecido também como primavera, inhapim (Pantanal), encontro (Rio Grande do Sul), melro, merro e soldadinho (Paraná e São Paulo), pega, soldado, maria-pretinha, gorricho, guacho (algumas localidades de Goiás), rouxinol-da-amazônia e xexéu-de-banana e alguns o chamam tambem de xexéu-soldado. Sempre metido no meio da vegetação da copa ou das bordas, procura invertebrados, frutos e flores. Como o joão-pinto, suga o néctar das flores, abrindo-as ou enfiando o bico, às vezes a cabeça, na corola. Gosta das flores de ipê, tarumã, piúva e pombeiro, entre outras. Comum nos ambientes florestados, também utiliza-se de capões de cerradão e árvores ou arbustos isolados próximos à mata. Vive solitário, aos pares e, eventualmente, em bandos, às vezes junto a bandos mistos. Nas manhãs frias, gosta de pousar em galhos expostos para tomar sol nas primeiras horas do dia.
É observado em grande parte do Brasil, exceto uma área no noroeste do país.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Arara-vermelha-grande

Ara chloropterus

A arara-vermelha-grande é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. É conhecida também como arara-verde e arara-vermelha. Não é considerada como sendo ameaçada embora tenha desaparecido de lugares onde antes era comum. Foi localmente extinta de lugares que ocorria antigamente, como no Espírito Santo, boa parte da Bahia e possivelmente o norte do Rio de Janeiro. Costuma andar em bando ou em pares. Habita a copa de florestas altas, florestas de galeria, campos com árvores isoladas, buritizais e coqueirais, até 1400 m. Hábitos semelhantes ao de outras araras.
Ocorre na Amazônia brasileira e em rios costeiros margeados por florestas no leste do País, chegando originalmente até o Espírito Santo, Rio de Janeiro e interior do Paraná. Encontrada também no Panamá e Colômbia; e desde o norte da Colômbia, planícies venezuelanas, até a Bolivia e norte da Argentina.

Caminheiro-zumbidor

Anthus lutescens


Esse é um grupo de aves cuja origem evolutiva está nos campos do Hemisfério Norte. Algumas espécies colonizaram a América do sul, basicamente ocupando a Cordilheira dos Andes e o sul do continente. No Brasil, ocorrem 5 espécies, todas no Rio Grande do Sul. Na região tropical do país, somente esse caminheiro, aparecendo em todos os ambientes abertos fora da Floresta Amazônica. Expandiu-se com a ocupação agrícola e de pastoreio, tendo se adaptado a cidades com gramados extensos.O caminheiro-zumbidor apresenta os seguintes nomes populares: corredeira, sombrio, codorninha-do-campo (São Paulo), foguetinho, peruinho-do-campo, peruzinho e martelinha (Minas Gerais). É comum em campos, beiras de lagos, rios e pântanos. É de difícil observação, tanto por suas cores, como pelo hábito de preferir afastar-se caminhando a voar. Também agacha-se no meio dos capins e camufla-se bem com o entorno. Anda e corre rente ao solo, empoleirando-se pouco e evitando voar. Quando perseguido agacha-se no solo, ocultando-se atrás de um monte de terra ou do capim. Migra após a época da reprodução e não canta durante a migração.
A espécie é migratória no sul da distribuição geográfica. Presente em todo o Brasil nas regiões campestres quentes, estando ausente de áreas densamente florestadas, como alguns locais da Amazônia. Encontrado também no Panamá e em quase todos os demais países da América do Sul, com exceção do Equador.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Andorinha-serradora

Stelgidopteryx ruficollis


 Andorinha-serradora é uma ave passeriforme da família Hirundinidae. Conhecida também como andorinha-serradora-do-sul e andorinha-serrador.  comum em áreas abertas e clareiras, sendo mais numerosa próximo à água. Vive em pequenos grupos, empoleirada em galhos mortos ou fios. Tenta voar contra o vento. O casal costuma dormir junto no ninho. Pousa sobre fios elétricos. Torna-se inquieta ao amanhecer e ao anoitecer. Aumenta seu piar e grinfar até ocupar o lugar de dormir.
Ocorre da América Central à Argentina e em todo o Brasil. No sul do país é migratória. Encontrada também da Costa Rica e Panamá aos demais países da América do Sul, com exceção do Chile.

Martim-pescador-pequeno

Chloroceryle americana





Ave da família Alcedinidae, o martim-percador-pequeno é o representante mais comum no Brasil. É conhecido também pelos nomes de ariramba-pequeno, martim-cachaça e martim-pescador. Vive ao longo de rios, lagos e orla marítima, mangues, embocaduras de rios, em florestas ou áreas abertas, onde haja árvore para o pouso. a espécie mais comum no Brasil. Habita os lagos com rica vegetação aquática, beira de rios pequenos e grandes, manguezais; adapta-se até em pequenas coleções d’água tomada por vegetação palustre como aguapés e outras plantas aquáticas.
Voz: “ta-ta”; “ti-ti” ( advertência ); “trr-trr-trr”; canto chilreado e uma seqüência descendente, “kli-kli-kli-kli-kli-kli”.
Ocorre do Texas e México à Argentina; todo Brasil.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Arapaçu-de-bico-branco

Dendroplex picus

 


O arapaçu-de-bico-branco é uma ave passeriforme da família Dendrocolaptidae. Conhecido também como arapaçu-de-bico-reto. Acompanha regularmente bandos mistos de aves insetívoras, geralmente no sub-bosque e no estrato médio. Escala troncos e ramos horizontais em busca de insetos e outros invertebrados pequenos. Bastante comum em uma série de hábitats, tais como florestas de várzea, igapós (florestas inundadas), buritizais, bordas de florestas e capoeiras jovens. Vive solitário ou aos pares.
Ocorre em toda a Amazônia brasileira, na Região Nordeste, e ainda nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, e Espírito Santo. Encontrado também no Panamá e nos demais países amazônicos: Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Inhambu-chintã

Crypturellus tataupa


O inhambu-chintã é uma ave tinamiforme da família Tinamidae.
O inhambu-chintã foi imortalizada na composição de Athos Campos e Serrinha, nas vozes de Tonico e Tinoco. Dando inspiração e origem ao nome da dupla Chitãozinho e Xororó.

Eu não troco o meu ranchinho marradinho de cipó
Pruma casa na cidade, nem que seja bangalô
Eu moro lá no deserto, sem vizinho, eu vivo só
Só me alegra quando pia lá pra aqueles cafundó

É o inhambu-chitã e o xororó
É o inhambu-chitã e o xororó


É um tinamídeo relativamente comum em grande parte do Brasil, e que apresenta boa resistência às alterações antrópicas. Habita capoeirões, espigões de mata secundária, plantações degradadas em áreas de mata nativa primitiva, plantações (milho, café, algodão, entre outras). Em canaviais e áreas de eucalyptus, pode ocorrer em havendo capoeiras nativas nas proximidades.
Esta espécie ocorre desde o Espírito Santo até a Argentina, onde é chamada perdiz del monte, perdiz del hogar.

domingo, 15 de maio de 2011

Choca-listrada

Thamnophilus palliatus


A choca-listrada é conhecida também como choca, choca-lineada, espanta-raposa (Pernambuco e Paraíba), xorró. Habita bordas de florestas úmidas e de montanhas, clareiras em regeneração, áreas com emaranhados de cipós, capoeiras arbustivas e quintais. Normalmente encontrada aos pares, pulando em meio à vegetação, em busca de insetos. Varia de incomum a bastante comum nas regiões onde está presente. Presente em duas regiões separadas:
  1. na Amazônia, ao sul do Rio Amazonas, da fronteira com o Peru e Bolívia (países em que também está presente) ao Pará, Maranhão e Piauí e;
  2. na costa leste, da Paraíba ao Rio de Janeiro.

Pé-vermelho

Amazonetta brasiliensis


Além de pé-vermelho também pode ser chamado de marreca-ananai, asa-de-seda, paturi (sertão de Parnambuco e Bahia) ou até do seu primeiro nome amazonetta que vem do seu nome científico Amazonetta brasiliensis, vive em banhados onde retiram seu alimento e criam seus filhotes e próximo a eles fazem os seus ninhos. Passam grande tempo dentro da água e nas margens procurando alimento, voam apenas quando estão em perigo, são de hábito diurno mas costumam passear também a noite, são aves que vivem pacificamente muito bem com outros anseriformes como a marreca irerê.
Ocorre em todo Brasil.

Beija-flor-de-veste-preta

Anthracothorax nigricollis

Conhecido popularmente como beija-flor-preto ou beija-flor-de-veste-preta, o Anthracothorax nigricollis pertence à Ordem Apodiformes e à Família Trochilidae. Destaca-se pela grande diferença entre o macho e a fêmea, que parecem ser espécies diferentes. Ocorre em todas as regiões do Brasil. Vive nas bordas da mata e cerradão, ocupando a parte alta das copas. Ocupa todos os ambientes florestais e pode ser visto em jardins. Gosta de ficar nas folhas dos ingazeiros da beira dos rios e corixos. Em alguns locais da região do cerrado, desaparece no início das secas, podendo ter algum movimento migratório ainda desconhecido.
Presente em todo o Brasil e do Panamá à Bolívia e Argentina.

Mergulhão-pequeno

Tachybaptus dominicus

Também conhecido como mergulhão-pompom, o mergulhão-pequeno é uma ave aquática da família Podicipedidae. Vive em qualquer massa d’água, até em poços artificiais bem pequenos, contanto que não estejam cobertos por plantas aquáticas e aterros alagados na beira de estradas. Apesar das asas pequenas, voam entre lagos isolados. Encontrado solitário, aos pares ou em grupos familiares.
Voz: Agudo “tirri”, “kirr-kirr”, gritos guturais que podem lembrar a voz do macaco-prego; violenta sequência monótona que soa como um açoitar ( canto ), podendo ser prolongada. Há duetos do casal. Filhotes barulhentos: “bibibi…”.
Encontrado do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina. Todo o Brasil.

Suiriri

Tyrannus melancholicus


Quase tão conhecido como o bem-te-vi, é encontrado em todo o Brasil. Adapta-se até aos maiores conglomerados urbanos, desde que haja alguma arborização. Pode ser visto no meio de São Paulo ou Rio de Janeiro, por exemplo. A população do sul do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (parte) é completa ou parcialmente migratória. Seu nome popular, de origem onomatopéica, origina-se de sua vocalização “si-ri-ri” (Höfling e Camargo, 2002).
Costuma ficar pousado em poleiros expostos, seja na parte alta da mata, seja em arbustos. Usa também fios, cercas e estruturas criadas pela ação humana.
Vive solitário ou em casais, muito agressivos entre si.
Vivem em grupos de até duas dezenas de suiriris e podem ser vistos empoleirando-se próximos, algumas vezes juntos à tesourinhas. Durante o dia fluxos constantes de suiriris voando na mesma direção a poucos metros das copas podem ser notados. Chama a atenção pela pequena distância entre si e a continuidade do movimento, às vezes por 30 ou 40 minutos, com 2 ou 3 aves de cada vez.
Cantam freqüentemente do final madrugada ao início da noite, geralmente pousados em fios, antenas, mourões de cerca ou nos galhos mais altos das árvores, o que amplia seu campo de visão para a captura de insetos, defesa da prole, etc. Um fato interessante observado é que os indivíduos costumam escolher os mesmos horários e lugares para seus gorjeios, mesmo em diferentes épocas do ano.
Ocorre em todo o Brasil e desde os Estados Unidos à quase toda a América do Sul (Sick,1997). É uma espécie muito observada no estado de Santa Catarina entre setembro e começo de abril, época em que ocorre sua nidificação (dezembro/janeiro). Algumas populações migratórias possuem asas mais pontudas, o que pode ser explicado como uma adaptação para vôos longos (Sick, 1997).
A população argentina, do Uruguai, grande parte do Paraguai, do extremo sudeste boliviano e do sul do Brasil é migratória, indo para a Amazônia a partir de março/abril. Retornam em outubro, passando pelo Pantanal em abril/maio e em setembro/outubro.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sanã-do-capim

Laterallus exilis

 

A sanã-do-capim é uma ave gruiforme da família Rallidae. Mede 14 centímetros. Espécie pequena, de bico e penas verdes, olhos e nuca avermelhados. Captura artrópodes e minhocas no solo úmido e consome sementes de gramíneas. Habita capinzais alagados, arrozais, banhados, brejos, pirizais e na vegetação ribeirinha em ilhas fluviais e lagos de toda a Amazônia Meridional. Vive usualmente em pares.
No Brasil, ocorre ao sul do Rio Amazonas, mas sua distribuição no Brasil Oriental apresenta-se disjunta ou mal conhecida.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Neinei

Megarynchus pitangua




À primeira vista muito parecido com o bem-te-vi, dele se distinguindo pelo bico nitidamente maior, o que motivou o nome do gênero, e principalmente pela voz, claramente diferente, que lhe valeu o nome onomatopéico. Costuma-se encontrar esta espécie em florestas, paisagens abertas com árvores espassas e cerrados. Vive nas copas da mata.
Também conhecido pelos seguintes nomes: bem-te-vi-bico-de-gamela (PE), bem-te-vi-do-bico-chato (SP), bem-te-vi-do-mato (SP), bem-te-vi-do-mato-virgem, bem-te-vi-gamela (CE) bem-te-vi-gameleiro (MG), bem-te-vi-pato (ES), pintangoá, pitanguá e pitanguá-açu (Amazônia), siriri (SC).

Ave migratória, sendo encontrada nos meses mais quentes do ano. O casal tem o hábito de cantar em dueto, porém este é mal sincronizado. Apesar da aparência quase idêntica ao seu primo bem-te-vi, o nei-nei se comporta de forma um tanto diferente. É muito mais tímido, sendo mais fácil de ouvir que ver, pois passa a maior parte do seu tempo na copa das árvores.
É migratório em algumas regiões.

Martim-pescador-verde

Chloroceryle amazona
O martim-pescador-verde é um ave coraciiforme da família Alcedinidae, também chamado de ariramba-verde e martim-gravata(RS).
Chloroceryle - do grego khloros = verde + gênero Ceryle = ave da família Cerylidae e amazona - refere-se a abundancia deste no rio Amazonas local onde foi descrito (Caiena, Guiana Francesa).
Frequenta águas interiores, rios e lagos grandes, sendo pouco comum na orla marinha. Voa rente ao espelho d’água. Empoleira-se em galhos baixos, ocultos por folhagem densa, passando desapercebido, pois na penumbra sua plumagem esverdeada assume tonalidades escuras. Alisa as penas do píleo com o encontro das asas e balança a cauda verticalmente como outros Martins-pescadores.
Voz: “krad”, “kätch”; seqüência de assobios “it… tji… tjü-tjü… tze-tze-tze” ( canto, ambos os sexos ).
Ocorre do México à Argentina, todo o Brasil.


terça-feira, 26 de abril de 2011

Coró-coró

Mesembrinibis cayennensis



O coró-coró é uma ave ciconiiforme da família Threskiornithidae, sendo a única espécie florestal desta família. Recebe os nomes populares de caraúna, curubá, curicaca-parda e tapicuru. Alimenta-se de invertebrados (minhocas e insetos) e também de plantas aquáticas. O coró-coró é freqüente nas matas úmidas e escuras. Antes mesmo de raiar o sol ele deixa o pouso dentro da mata e sai a gritar, tanto em vôo como no solo. Ave muito arisca, ao notar alguém nas proximidades alça voo seguido de gritos roucos (corooooó-corooooó). Vive em áreas urbanas arborizadas.
Habitando desde a região do Panamá até a do Paraguai e Argentina e em quase todo o Brasil.


Maracanã-verdadeira

Primolius maracana


A maracanã-verdadeira é uma ave psitaciforme da família Psittacidae. Também é conhecida pelos nomes de arara-pequena, ararinha, maracanã, mulata-maracanã e papagaio-de-cara-branca.
Essa espécie é classificada como vulnerável a extinção (CITES I), ou seja, se medida não forem tomadas essa espécie pode entrar em processo de extinção. A espécie mede cerca de 41 cm de comprimento, fronte, parte do dorso e barriga vermelhas, face superior da cauda ferrugínea, face nua amarelo-clara, anel perioftálmico branco e bico negro. Alimenta-se de frutos e sementes.
Habita beira de matas e buritizais, presente do estado brasileiro do Maranhão até o Paraguai e a Argentina.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Pombão

Patagioenas picazuro



O pombão é uma ave columbiforme da família Columbidae. Conhecido pelos nomes populares de: asa-branca, legítima, legítima-mineira, pombo (a) do ar, pomba-trocal, pomba-trocaz, pomba-carijó (RS) e pomba-verdadeira. Quando em vôo, a principal característica da espécie é a faixa branca na parte superior das asas.
Etimologia: Columba - do latim columba = pomba; Picazuro - do nome indígena guarani (Paraguai) picázuró = pomba amarga ou amargosa (referência oa gosto amargo desta ave, quando se alimenta de uma certa quantidade de frutos). [FRISCH, 162]
Esta ave inspirou Luis Gonzaga e Humberto Teixeira a compor uma das mais conhecidas canções populares, Asa Branca. Vive nos campos com árvores, áreas urbanas, cerrados, caatingas e florestas de galeria. Freqüentemente encontrada no solo. É migratória como tanta outras pombas, estendendo seus domínios acompanhando o desmatamento, aparecendo em grande quantidade. Voa longas distâncias e a grandes altitudes, exibindo seu espelho alar branco; está aproveitando as áreas urbanas, é comum ser encontrada comendo milho em galinheiros.
Ocorre do Nordeste ao Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, São Paulo (nas partes meridionais do país) e também na Bolívia, Argentina e Paraguai.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sovi

Ictinia plumbea


O sovi é uma ave falconiforme da família Accipitridae. O Gavião-saúveiro ou Sovi, é uma espécie bem comum em nosso país, vive nas bordas de florestas e campos, pode ser visto sobrevoando queimadas para caçar. Alimenta-se principalmente em revoadas de formigas, cupins e outros insetos, os quais captura com os pés e come ainda em pleno vôo. Também captura pequenas presas na copa da floresta e pequenos lagartos e cobras no chão. Comum em bordas de florestas densas, capoeiras altas e florestas de galeria. Vive solitário, aos pares ou mesmo em bandos, às vezes misturado a outras espécies de gaviões. É muito agressivo e territorial contra outros gaviões que passam próximo ao ninho. Nesse período, emite com freqüência um assobio fino e curto, um som parecendo vir de um passarinho e não de um gavião, foi observado por willian menq (2005) no municipio de Peabiru-PR um Ictinia plumbea voando a certa altura quando passa no local um Caracará Caracará plancus então o gavião-sauveiro desce um “picado” voo mergulho com as asas semi-fechadas em direção ao caracará quase o atingindo, espantando-o do local.
Presente em todas as regiões brasileiras e do México à Argentina. É migratório no Pantanal, sul e sudeste do Brasil, com uma população residente na Amazônia, por onde passam os migrantes em seu movimento para o norte, em abril, ou no seu retorno, em agosto.

domingo, 20 de março de 2011

Baiano

Sporophila nigricollis

O Baiano é também conhecido como Coleiro-baiano, Cabecinha-preta, Coleiro-paulista, Papa-arroz, papa-capim-de-peito-preto, papa-capim-capuchinho e pretinho. Vive em campos abertos, clareiras arbustivas, campos de cultivo, beiras de estradas e capinzais altos. O macho possui um capuz preto na cabeça, contrastando com as partes superiores oliváceas e com as partes inferiores amareladas. Ocorrem também coleiros com as partes inferiores brancas. As fêmeas possuem cor parda, a mesma cor dos filhotes. Os filhotes machos adquirem a plumagem de adulto com cerca de 18 meses de idade. Reune-se em grupos fora do período reprodutivo, misturando-se freqüentemente a outros pássaros que se alimentam de sementes.
Há bastante variação individual e regional no canto (dialetos) no gênero Sporophila. O canto é melodioso, muito agradável.
Presente em grande parte do Brasil, em direção sul até o Paraná, excetuando-se a Região Amazônica entre o oeste do Mato Grosso e Rondônia e, em direção nordeste, até o Amapá. Encontrado também da Costa Rica ao Panamá e na Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Argentina.



Vira-bosta

Molothrus bonariensis



Também conhecido por maria-preta, chopim, chupim, chupim-vira-bosta, melro, godero, gaudério, cupido (Maranhão) e engana tico; o vira-bosta é uma ave passeriforme da família Icteridae. É provavelmente a ave mais odiada do Brasil, principalmente por causa de seus hábitos reprodutivos parasitários, pois nunca cuida de seus próprios ovos, sempre os botando nos ninhos de outras aves para que elas criem seus filhotes. Nada menos do que 55 espécies já foram listadas como hospedeiras, desde aves maiores até menores do que o vira-bosta.
Habitam paisagens abertas como campos, pastos, parques e jardins. Entre junho e setembro são muito gregárias, concentrando-se em pousos noturnos comunitários ou buscando alimentos em gramados e áreas campestres com capim baixo. Nessas concentrações, é possível observar os machos ameaçando-se mutuamente com seu característico comportamento de apontar o bico para cima e caminhar em direção ao oponente com as penas brilhando ao sol. O hábito de fuçar nas fezes do gado a procura de sementes mal digeridas lhe confere seu nome popular vira-bosta. Segue o gado para capturar os insetos por ele deslocados. Aprende a comer em comedouros artificiais de aves, a catar migalhas em locais públicos e a seguir arados para capturar minhocas e outros pequenos animais. É considerado uma praga agrícola, especialmente em arrozais do sul do país. Os machos se exibem para as fêmeas com vôos curtos nos quais cantam sem parar, arrepiam suas penas e batem as asas semi-abertas e também com apresentações que envolvem eriçar as penas, balançando-as rapidamente e vocalizar. Sua vocalização atinge frequências inaudíveis para os seres humanos.
Ocorre em todo o Brasil e America do sul, menos na cordilheira dos Andes.

Gralhão

Ibycter americanus



O Gralhão é uma ave falconiforme da família Falconidae. Conhecido também como Cancão, Alma-de-tapuio (Maranhão), Cã-cã, Caracará-preto, Cacão e Cancão-grande. Alimenta-se de frutas, abelhas, cupins, sementes, larvas e adultos de marimbondos, os quais consegue derrubando suas casas. É incomum, habitando o interior e a borda de florestas densas, florestas de várzea, cerrados e clareiras com árvores esparsas. Barulhento, vive sempre em pequenos bandos com cerca de 5 indivíduos. Normalmente pousa no alto de árvores ao longo de rios ou da borda da floresta; às vezes é visto no estrato baixo ou mesmo no chão.
Ocorre na Amazônia brasileira, Piauí e, em direção sul, até o Paraná. Encontrado também do México ao Equador e Peru.


quarta-feira, 16 de março de 2011

Gavião-de-penacho

Spizaetus ornatus
O Gavião-de-penacho é um falconiforme da família accipitridae. É conhecido também como Apacamim. Como o gavião-real, esta espécie encontra-se ameaçada de extinção na Floresta Atlântica apesar de não figurar na lista nacional de espécies ameaçadas. Mede cerca de 67 cm de comprimento e 140 cm de envergadura. Espécie incomum, habita florestas primárias densas, bordas de florestas e florestas de galeria. Tornou-se raro na Mata Atlântica. Encontrado com maior freqüência próximo à clareiras naturais.
Caça aves, pequenos mamíferos (ratos, mucuras) e répteis (cobras, lagartos), que captura tanto no solo quanto nos galhos da copa.
Ocorre em todo o Brasil e também do México à Argentina.




Urubu-de-cabeça-amarela

Cathartes burrovianus


O urubu-de-cabeça-amarela é uma ave cathartiforme da família Cathartidae. O papel das aves comedoras de carniça no ambiente é de uma importância fundamental. A nossos olhos, essa adaptação é repugnante. Graças a elas, no entanto, há uma rápida reciclagem das carcaças e reincorporação ao sistema dos nutrientes. Reduzem ou dificultam o crescimento de bactérias nocivas, ao diminuírem a disponibilidade de tecido animal em decomposição, sendo altíssima sua capacidade de resistência a organismos infecciosos. Habita beiradas de rios e lagoas florestadas, áreas pantanosas e campos. Vive normalmente solitário ou em grupos de alguns indivíduos, bem espaçados. Paira baixo sobre pantanais ou campos alagados, sendo incomum encontrá-lo voando alto. Pousa em postes baixos e cercas. Possui os mesmos hábitos gerais das espécies da mesma família, às vezes usando os mesmos pousos noturnos.
Até há pouco tempo, os urubus eram considerados gaviões que especializaram-se em comer carniça, como os abutres da Eurásia e África. Estudos mais detalhados concluíram que, na verdade, os urubus das Américas possuem ancestrais próximos às cegonhas. São cegonhas especializadas em comer carniça. Como as cegonhas, não produzem sons, exceto um chiado feito pelo ar rapidamente expelido, quando defendem seus ninhos. Existe uma série de adaptações e comportamentos semelhantes nos dois grupos.
Encontrado em diversas regiões do Brasil, é mais comum no Nordeste e na Amazônia, sendo ainda o urubu predominante nas restingas do Rio de Janeiro. Presente também desde o México até o norte da Argentina e Uruguai.


Arapaçu-verde

Sittasomus griseicapillus



O arapaçu-verde é uma ave passeriforme da família Dendrocolaptidae Também conhecido por arapaçu-de-cabeça-cinza, cutia-de-pau-pequena e trepadeira. Apanham insetos sobre a casca e em pequenos buracos no tronco. Associam-se a outras aves seguindo formigas de correição, apanhando insetos espantados pela caçada das formigas. O menor arapaçu do interior das matas, cerradões e matas secas. Vivem sós ou em casais. Possuem um chamado longo, pios agudos acelerados no início e descendente no final, muito característico. Lembra, um pouco, o dueto do joão-de-barro na duração, aceleração e diminuição.

terça-feira, 15 de março de 2011

Periquitão-maracanã

Aratinga leucophthalma

O periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalma), também conhecido por aratinga-de-bando, é uma ave da ordem Psittaciformes, família Psittacidae. Apresenta outros nomes populares como: araguaí e maritaca(SP/MG), araguari, aratinga, arauá-i, aruaí, guira-juba, maracanã, maracanã-malhada, maricatã(MG). Não é considerada como sendo ameaçada, embora o comércio internacional(tráfico) vem afetando suas populações. Habita florestas úmidas, semi-úmidas, pântanos, florestas de galeria e palmares de Buriti nas Planícies, até 2500 m. Não freqüenta regiões com rios de águas escuras, e em geral encontra-se em terras baixas. Voa em bandos de 5 a 40 indivíduos. Dormem coletivamente em variados lugares.
Ocorre em todo o Brasil, sendo encontrado desde em florestas até cidades. É ave adaptável a ambientes alterados pelo homem. À leste dos Andes, desde a Colômbia e Venezuela até o norte de Argentina e Uruguai, incluindo parte da Amazônia e em quase todo o Brasil.


Peitoril

Atticora fasciata


O peitoril é uma ave passeriforme da família Hirundinidae. Também conhecida como Andorinha-de-faixa-branca. Reproduz-se em pequenas colônias, cavando buracos em barrancos. Em várias regiões da Amazônia é a andorinha mais abundante nas beiras de rios. Pousa tanto nas pedras do meio do rio como em galhos debruçados sobre a água. Vive em pequenos bandos.
É encontrado em toda a Amazônia brasileira e nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Choca-barrada

Thamnophilus doliatus


Fêmea

Macho
A choca-barrada é uma ave passeriforme da família Thamnophilidae. Também conhecida como maria-cocá e gata-véia(interior paulista). Domina no macho a coloração negra, enquanto na fêmea ela é amarronzada. Entretanto, o macho é todo barrado (razão de um dos nomes comuns), exceto pelo negro uniforme do alto da cabeça, enquanto a fêmea possui somente os lados da cabeça estriados. Na ave adulta, o olho é branco com leve tom amarelado (marrom avermelhado nos juvenis). Também mantém as penas da cabeça eriçadas boa parte do tempo, em um topete muito destacado. Apresenta um comprimento de 16 centímetros. Costumam freqüentar as capoeiras, bordas da mata ciliar, cerradões e matas secas, raramente entrando alguns metros na vegetação mais alta. É a choca de distribuição mais ampla e a que mais se aproxima do ser humano, tanto por não ser arisca quanto por ser bem generalista e se adaptar a áreas alteradas. Sua distribuição original compreendia cerradões, bordas de matas de galeria e outras formações florestais não muito densas. No fim da década de 80 sua aparição em áreas urbanas foi até motivo para publicações em periódicos ornitológicos, mas hoje em dia sua presença em nossas cidades já não é mais novidade e já foi encontrada até mesmo em parques próximos ao centro de metrópoles como Campinas e Ribeirão Preto. Sua distribuição vem crescendo e recentemente chegou à cidade de São Paulo, que está fora de sua distribuição original que era restrita a áreas de cerrado.


segunda-feira, 14 de março de 2011

Tesourinha

Tyrannus savana





Também conhecida como tesoura, tesoureira e tesourinha-do-campo, a tesourinha é um ave passeriforme da família tyranninae. Migrante inconfundível, onde passa em grupos de até centenas de indivíduos, em concentrações típicas nos meses de setembro e outubro. Dormem em uma mesma árvore ou árvores próximas quando estão migrando, seja em áreas naturais, seja em áreas urbanas. Apesar de migrarem em grupos, em setembro os machos já estão exibindo seu característico vôo territorial, pairando em espirais com asas e cauda abertos, ao mesmo tempo em que emite o canto longo e rápido, terminado com três ou quatro notas mais espaçadas. Localmente, procuram as áreas abertas, como os cerrados (daí a razão do savana em seu nome científico), pastagens e áreas de cultura, onde ficam pousadas em mourões de cerca, postes, fios e árvores isoladas. Também podem procurar as matas, ou até mesmo cidades.
Talvez poucas aves conheçam melhor a América do Sul do que a tesourinha. Existem tesourinhas que vivem no sul (Argentina, Paraguai e extremo sul do Brasil), em várias outras partes do Brasil, no Caribe e no sul do México. Depois do verão, as tesourinhas migram aos milhares para a região da Amazônia, onde permanecem até o inverno acabar. No início da primavera, cada uma volta para a sua região de origem, onde vão reproduzir, criar os filhotes e começar tudo novamente no ano seguinte. Assim, as tesourinhas são muito abundantes nas regiões onde vivem, mas apenas em algumas épocas do ano. Em outras, desaparecem completamente