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domingo, 26 de dezembro de 2010

Biguatinga

Anhinga anhinga



A biguatinga é uma ave pelecaniforme da família Anhingidae. Conhecido também como carará (Amazônia), calmaria (Rio Grande do Sul), peru d'água, mergulhão-serpente, anhinga, arará, meuá, miuá e muiá.
Habita alagados e beiras de rios e lagos com margens florestadas. Bom nadador, costuma deixar apenas a cabeça e o pescoço fora d'água, parecendo uma cobra. Voa e plana bem, apesar de ter certa dificuldade para levantar vôo a partir da água.
Presente em todo o Brasil. Encontrado também desde o sul dos Estados Unidos até o sul da América do Sul. Realiza migrações locais na Amazônia.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Frango-d'água-pequeno

Porphyrio flavirostris



O Frango-d'água-pequeno é uma ave Gruiforme da família Rallidae. Mede 24 cm de comprimento. Apresenta plumagem azul-clara, bico verde e pernas amareladas. O jovem da espécie embora seja menor, é semelhante ao do frango-d’água-azul. Frequenta arrozais e pântanos de água doce, caminhando sobre a vegetação aquática densa e flutuante, sobre águas profundas e também entre buritizais.
Presente no Brasil, nos estados do Amapá, Roraima, Amazonas, Pará, Maranhão, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Também ocorre nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.

Surucuá-grande-de-barriga-amarela

Trogon viridis

Fêmea

O Surucuá-grande-de-barriga-amarela é um Trogoniforme da família Trogonidae. Conhecido também como Capitão-do-mato, Curuxuá, Surucuá-de-barriga-dourada, Surucuá-de-cauda-branca e Urukuá (nome indígena - Mato Grosso). Mede cerca de 30 cm de comprimento e pesa 93 g. O macho apresenta o alto da cabeça e o peito de coloração azul-metálica, as costas verdes e a barriga amarela e a fêmea tem as partes superiores, garganta e peito cinzas e a barriga amarela. Comum nas bordas e no interior de florestas altas (úmidas ou secas) e em capoeiras.
Presente na Amazônia brasileira, em direção sul até Santa Catarina. Encontrado também do Panamá à Bolívia.


Quiriquiri

Falco sparverius




Também conhecido como falcão-americano, falcão-quiriquiri, gavião-mirim (PE), gavião-quiriquiri (PE), gavião-rapina (NE) e gaviãozinho, o quiriquiri é o menor dos falcões e uma das menores aves de rapina do Brasil, ocorre em todo o território, exceto em áreas de floresta. Como a maioria das aves de rapina, presta um grande serviço ao ser humano capturando cobras, lagartos, roedores, morcegos, pardais e filhotes de pombos, porém eventualmente pode capturar pequenos animais domésticos, mesmo em gaiolas, o que o torna alvo do ser humano, assim como o gavião-carijó. Ocupa áreas semi-urbanizadas, margens de estradas e ambientes abertos, produzidos pela atividade humana. Nas áreas naturais, está na região de campos e de cerrados, evitando as matas, cerradões e formações de vegetação adensada. É muito ativo durante todo o dia, principalmente durante o período de reprodução.
Ocorre desde o Alasca e Norte do Canadá até à ponta Sul da América do Sul (Terra do Fogo), em todo Brasil, exceto em florestas.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Arapaçu-de-garganta-amarela

Xiphorhynchus guttatus




O Arapaçu-de-garganta-amarela é conhecido também como Pica-pau-vermelho e Arapaçu-de-garganta-camurça. Alimenta-se de presas obtidas nos troncos ou galhos de árvores, os quais escala com habilidade. Junta-se a bandos mistos de aves insetívoras com freqüência, porém apenas eventualmente segue formigas-de-correição. É comum no interior e nas bordas de florestas úmidas de terra firme e de várzea, capoeiras arbóreas e florestas de galeria. Vive solitário ou aos pares.
Presente em duas regiões distintas:
  1. Em ampla área contínua abrangendo toda a Amazônia e os estados do Piauí e Ceará, estendendo-se em direção sul até o Mato Grosso do Sul e Goiás;
  2. Na região da Mata Atlântica compreendida entre a Paraíba e o Rio de Janeiro.
Encontrado também nos demais países amazônicos: Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Frango-d'água-azul

Porphyrio martinica




O frango-d'água-azul é conhecido também como jaçanã (Maranhão) e tauá-tauá-azul (Amapá). Em algumas regiões, como no Maranhão, são muito caçados a partir de março, quando trocam todas as penas das asas ao mesmo tempo e ficam impossibilitados de voar. Os ovos também são alvo de predação pelo homem, fatores que podem contribuir para o declínio da espécie nestas regiões. Comum em pântanos, lagos com margens pantanosas e campos de arroz inundados. Costuma andar sobre a vegetação flutuante ou pantanosa. Nada pouco e normalmente evita a água mais aberta. Voa bem, com as pernas esticadas para trás, às vezes aparecendo em navios em alto mar para descansar, a mais de cem quilômetros da costa. Pousa com freqüência em arbustos, galhos ou mesmo postes de cerca, próximos à água.
O corre em todo o Brasil e também do sudeste dos Estados Unidos e México até o norte da Argentina. É migratório, praticamente desaparecendo do sul do País durante o inverno.


Gavião-tesoura

Elanoides forficatus




O gavião-tesoura, Elanoides forficatus, é um falconiforme neotropical que, durante a primavera, migra até o sul do Brasil para reproduzir. É um dos mais espetaculares gaviões, devido ao perfil formado pela longa cauda negra em “V” dando origem ao nome popular. Vive nas bordas de florestas e campos. Entre as Aves de Rapina essa é uma das mais sociáveis, vivem em pequenos grupos que podem chegar até 30 indivíduos. No ar é muito ágil, voa com grande habilidade entre as árvores, manobrando rapidamente sobre copa das árvores ou passando logo abaixo delas. Ali busca seu alimento.
Ocorre em todo o Brasil. Existem duas populações de gavião-tesoura, uma se reproduz no sul do Brasil e a outra, ameaçada de extinção, na América Central e sul dos EUA. Ambas passam seus invernos na floresta amazônica.

Jacu-de-spix

Penelope jacquacu

O jacu-de-spix é uma ave galliforme da família Cracidae. Mede de 66 a 76 cm de comprimento e pesa de 1,25 a 1,80 kg. Tem dieta predominantemente frugívora, atuando como importante dispersor de sementes. Ocorre no interior de matas de terra firme, matas de galeria, matas de várzea e clareiras. Localmente comum, é visto aos pares ou em pequenos grupos no subdossel ou no solo.
Substituto geográfico do jacuaçu na Amazônia ocidental, no Amazonas, Pará, Roraima, Acre e Rondônia.

 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Curió

Sporophila angolensis


Imagem de uma fêmea

O curió é uma ave passeriforme da família Emberizidae, conhecido também como avinhado, bicudo e peito-roxo (Pará). O curió é muito estimado por seu canto, por isso é um dos pássaros canoros mais caçados e engaiolados por criadores, chegando ao nível de redução significativa de sua população em seu ambiente natural. Seu nome, na linguagem indígena, significa “amigo do homem”. Por extensão, não podemos afirmar que o homem seja propriamente um amigo do curió, reduzindo seu habitat natural, caçando-o impiedosamente e fazendo desse pássaro um verdadeiro ícone de disputas de canto e de comércio desenfreado, que funciona nos meandros e muitas vezes na marginalidade das leis de proteção ambiental, beirando a imoralidade gananciosa e permissiva. Atualmente o curió, assim como muitos outros pássaros brasileiros, encontra-se ameaçado de extinção, em decorrência da caça e comercialização que visam o mercado dos criadores (legal ou ilegal) e da destruição de seus ambientes naturais.
Vive solitário ou aos pares, normalmente separado de outras espécies de pássaros, embora às vezes possa misturar-se a bandos de Sporophila e tizius. É comum em capoeiras arbustivas, clareiras com gramíneas, arbustos nas bordas de florestas altas e pântanos, penetrando também nas florestas.
Encontra-se distribuído em quase todo território nacional, de Pernambuco ao Rio Grande do Sul, passando por estados da região Centro-Oeste. Encontrado também do México ao Panamá e em quase todos os países da América do Sul, com exceção do Chile e Uruguai. Habita as regiões litorâneas brasileiras e principalmente o litoral paulista.

Sanhaçu-de-coleira

Schistochlamys melanopis



O sanhaçu-de-coleira é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Também conhecido como tiê-cinza. Alimenta-se predominantemente de vegetais: frutinhas das árvores e arbustos, frutinhas de cipós, frutas maiores e seu suco, folhas, botões e néctar. Costuma fazer seu ninho no capim, a pouca altura ou no chão. Faz ninho tipo taça. Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. Habita a Mata baixa ribeirinha, pântanos, cerrado, restinga, campo sujo. Limpa o bico, esfregando-o em um galho.
Ocorre do sul do baixo Amazonas de Santarém a Belém, Brasil central, Nordeste e leste até São Paulo.


Cardeal-da-amazônia

Paroaria gularis



O cardeal-da-amazônia é uma ave passeriforme da família Emberizidae. Conhecido também como galo-de-campina-da-amazônia, cardeal e tangará. É comum em arbustos e áreas abertas à beira de rios e lagos, poças, igarapés e em gramados próximos a cursos d'água em áreas urbanas da Amazônia, como às margens do Rio Guamá, em Belém. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares, freqüentemente voando baixo sobre a água ou pousado em troncos de árvores mortas.
Ocorre em toda a Amazônia brasileira e também nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Maçarico-solitário

Tringa solitaria



O macarico-de-perna-amarela é uma ave charadriiforme da família Scolopacidae. Mede cerca de 19 cm de comprimento. Habita locais à beira d'água doce, margens lamacentas de rios e lagos, poças de chuva maiores, especialmente quando localizadas em campos com árvores. Normalmente encontrado solitário, às vezes em 2 ou 3 indivíduos espalhados, mas nunca em grupos. Ocorre em todo o continente americano. Reproduz-se na América do Norte, migrando durante o inverno para a região compreendida entre o México e a Argentina, incluindo todas as regiões do Brasil. Sua presença em nosso País é, portanto, temporária.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Periquito-de-encontro-amarelo

Brotogeris chiriri



O periquito-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri) é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Também conhecido como periquito-de-asa-amarela e periquito-estrela. Para os desavisados será considerado como sendo o periquito-rico(Brotogeris tirica), com o qual é extremamente parecido, exceto pela marca amarela no ombro. Para complicar é comum vê-lo na cidade de São Paulo junto a esses periquitos. Estas aves podem ser encontradas em campos de vegetação baixa, ilhas de matas intercaladas, matas ciliares e cerradões. Desloca-se em bandos, muitas vezes de muitos indivíduos.
É encontrado no Brasil Central e Oriental, Norte, Oeste e Sul da Bolívia, Nordeste da Argentina (Chaco, Formosa e Misiones), Leste do Paraguai, Uruguai e Peru. No território nacional, ocorre desde o Sul ao extremo do Pará (Serra do Cachimbo), Ceará, Maranhão, Bahia, Minas Gerais, Pantanal, Rio de Janeiro e São Paulo.

Periquito-de-cabeça-suja

Aratinga weddellii



O periquito-de-cabeça-suja é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Não é considerada como sendo ameaçado. Elas são frequentes em áreas de cultivo, sendo comuns próximos às casas. Mede de 27 a 28 cm. Coloração geral verde, com a cabeça cinza colorida de azulado, com margem azul nas asas, ventre de cor verde amarelada. Em vôo, é muito notória a parte interna das asas enegrecida. Habita florestas úmidas, semi-úmidas, pântanos e florestas pantanosas, até 750 m. Sua população tem aumentado em áreas ocupadas pelo homem. Vive em bandos de 16 ou mais indivíduos.
Ocorre desde o sudeste da Colômbia, leste do Equador e Perú até o leste da Bolívia e norte do Brasil.



Andorinha-do-rio

Tachycineta albiventer



A andorinha-do-rio é uma ave passeriforme da família Hirundinidae. Conhecida também como andorinha-ribeirinha. Como enfatiza o nome comum, muito ligada à água. A semelhança com a outra espécie do gênero torna a identificação difícil, em muitos casos. As melhores características para determinação segura são o tom esverdeado dominante na plumagem das costas, mais notável sob luz intensa e a área branca sobre a asa (embora os juvenis da andorinha-de-sobre-branco, também tenham um pouco de branco no mesmo local). Mede cerca de 13,5 cm. Vive em casais, grupos familiares ou solitária, sempre nos rios, corixos e baías.
Encontrada na maior parte do Brasil, exceto no extremo sul.


Coruja-da-igreja

Tyto alba



Coruja-das-Torres, Coruja-da-Igreja ou Suindara, é uma espécie de coruja muito comum no Brasil, bastante conhecida por nidificar em torre de igrejas e locais habitados (razão de um de seus nomes comuns) é uma espécie muito especializada, caça sua presas principalmente pela audição, na qual possui dois discos faciais bem destacados, possuem uma forma de coração, ajudando a levar o som até a entrada do ouvido externo. Essa é uma estruturação unica, separando-a das demais corujas em uma família especial a Tytonidae. Está entre as aves mais “úteis” do mundo, no que se refere à economia do homem, pois consomem muitos roedores, principalmente nas proximidades de habitações humanas.
De hábitos noturnos, prefere presas vivas. Se perturbadas, balançam o corpo lateralmente. Amendrontadas e sem poder fugir, jogam-se de barriga para cima, enfrentando o perigo com as poderosas garras que lançam para frente.
Grito fortíssimo, “chraich” (“rasga-mortalha”), que emite freqüentemente durante o vôo. Quando se assusta durante o dia ou quando quer amedrontrar , bufa fortemente podendo estalar com o bico. Um roncar, igualzinho ao roncar do homem, emitido no período de acasalamento, entoado em dueto pelo casal, a fêmea responde nos intervalos que o macho intercala; semelhante roncar é proferido amiúde pelos filhotes que se traem assim no ninho. Um sibilar rítmico, emitido no lugar de dormida diária. Desafia uma seqüência de “tic-tic-tic…”, durante o vôo à noite.
Amplamente encontrada em todos os continentes exceto em regiões muito frias. Ocorre em todo Brasil do Rio Grando do sul até o Ceará.




domingo, 14 de novembro de 2010

Garça-branca-grande

Ardea alba



A garça-branca-grande (Ardea alba, sinônimo Casmerodius albus ), também conhecida apenas como garça-branca, é uma ave da ordem Ciconiiformes. É comum à beira dos lagos, rios e banhados. Foi muito caçada para a retirada de egretas - penas especiais que se formam no período reprodutivo - para a indústria de chapéus para mulheres. Pode ser confundida com a garça-branca-pequena.
Vive em grupos de vários animais à beira de rios, lagos e banhados. É migratória, realizando pequenos deslocamentos locais ou mesmo se deslocando para além dos Andes durante os períodos de enchentes anuais.
Ocorre da América do Norte ao estreito de Magalhães, em todo Brasil, e também no Velho Mundo. No Brasil é encontrada principalmente no Pantanal, costas do sudeste, nordeste, norte e rios de todo o território.

domingo, 7 de novembro de 2010

Tiriba-de-barriga-vermelha

(Pyrrhura perlata)



A Tiriba-de-barriga-vermelha é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Não está classificada em qualquer categoria de ameaça. Possivelmente sua população esteja diminuindo devido à perda do seu habitat. Se reproduzem entre agosto e novembro, e provavelmente também entre abril e junho. Nidificam em cavidades de árvores. Vivem geralmente em florestas úmidas de terra seca, clareiras, florestas secundárias e provavelmente formações secas. Vive em pequenos bandos, embora tenham sido informados grupos familiares grandes.
Ocorre no centro e sudoeste amazônico no Brasil até o nordeste da Bolivia.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Andorinha-doméstica-grande

(Progne chalybea)




A andorinha-doméstica-grande é uma ave passeriforme da família Hirundinidae. Conhecida nos diversos lugares por vários nomes populares, tais como: andorinha-católica, andorinha-da-casa, andorinha-grande, andorinha-mestre e tapérá.
Habita fazendas e cidades. Formam bandos numerosos, pousam em árvores, fios de eletrificação e também no solo. As espécies que residem no Brasil Meridional são migratórias e no outono partem em direção ao norte, embora nem todos os indivíduos de uma população migrem.

Pica-pau-de-topete-vermelho

(Campephilus melanoleucos)




O pica-pau-de-topete-vermelho é uma ave piciforme da família Picidae. Conhecido também como pica-pau-de-garganta-preta. Bastante parecido com Dryocopus lineatus ( Pica-pau-de-banda-branca ), por vezes coexistindo lado a lado em um mesmo território. Vive em bordas de matas mesófilas, matas de araucária, capoeiras, caatingas, matas secas, restingas, plantações, eucaliptais, palmais, matas de galeria, matas de terra firme e de várzea, cidades e zonas rurais. Encontrado aos pares ou em grupos familiares de até 5 indivíduos.
Ocorre do Panamá à Bolívia, Paraguai, Argentina e Brasil. No Brasil encontrado na Amazônia, Região Nordeste, Centro-oeste e para o sul até o Paraná.

Japu

(Psarocolius decumanus)



O japu é um passeriforme da família Icteridae. Conhecido também como fura-banana (Minas Gerais), japu-gamela (Bahia), japuguaçu, japu-preto e rei-congo e pela corruptela “recongo” (Maranhão). Faz ninhos grandes e compridos em forma de bolsa, localizados em colônias, em árvores isoladas na borda de florestas ou clareiras. Geralmente seus ninhos localizam-se próximos aos de outras espécies de japus, porém não na mesma árvore. Cada colônia tem um macho dominante, cercado por subordinados que o ajudam a defender o território. Põe 1 ou 2 ovos verde-claros ou de coloração cinza, com pontos ou listras escuras, tendo 3 ninhadas por ano.
Varia de incomum a localmente comum em uma série de hábitats, que vão desde florestas úmidas (tendendo a evitar regiões muito extensas de florestas de terra firme) a florestas secas, clareiras e áreas agrícolas com árvores altas espalhadas. É fácil de ver, sendo menos restrito a florestas do que outras espécies de japus. Vive na copa ou em suas proximidades, solitário ou em grupos pequenos, freqüentemente misturado a bandos maiores de japins ou outros japus.
É encontrado em quase todo o Brasil, com exceção de parte do Nordeste e de todo o Estado do Rio Grande do Sul. Encontrado também no Panamá e em quase todos os países da América do Sul, com exceção do Chile e Uruguai.

Garça-vaqueira

(Bubulcus ibis)



Trata-se de uma espécie recém-chegada ao continente americano, vinda da África. No continente africano está sempre associada às manadas dos grandes herbívoros, apanhando gafanhotos e outros insetos espantados pelo deslocamento dos animais na savana. Atravessou o Atlântico há pelo menos 100 anos, com registros iniciais na região do Caribe. Espalhou-se rapidamente pelo continente e hoje ocupa todas as áreas abertas onde o gado esteja presente, ajudando a controlar gafanhotos e cigarrinhas nas pastagens. Em 1965 foi registrada pela primeira vez no Brasil, na Ilha de Marajó. Também conhecida como garça-boiadeira, garça-boieira, cunacoi e cupara. Procura alimento, de um modo geral, em espaços secos, campos de cultivo, podendo, no entanto, ser encontrada nas margens de lagos e pântanos. É capaz de subsistir em zonas secas, sem nenhuma água, durante um espaço de tempo relativamente longo. Frequentemente avistada entre o gado que pasta ou atrás das máquinas agrícolas que lavram a terra. Seu voo é com batimento lento, poderoso e regular das asas, com o pescoço retraído e as patas projectadas. Activa e de grande mobilidade. Voa em bandos pouco ordenados.
Ocorre em todo Brasil.


Gaviãozinho

(Gampsonyx swainsonii)




O Gaviãozinho é um falconiforme da família accipitridae. É conhecido também como Cri-cri (Pantanal de Mato Grosso). É o menor gavião de nosso país. Mede cerca de 22 cm de comprimento e pesa 115 g. Normalmente pousa no alto de postes e árvores, observando os arredores em busca de insetos, lagartos, pássaros e outras pequenas presas. Comum em beiras de rios e lagos, campos com árvores esparsas, no cerrado e em cidades arborizadas.
É encontrado em quase todo o Brasil, desde a Amazônia até os estados de Minas Gerais e São Paulo. Encontrado também da Nicarágua até o Paraguai e Argentina.

Rolinha-roxa

(Columbina talpacoti)




Historicamente uma das primeiras espécies brasileiras a se adaptar ao meio urbano, ainda é a espécie nativa mais comum em boa parte das grandes cidades brasileiras. É curioso notar que costuma ser encontrada em maior quantidade em locais alterados pelo homem do que em seu próprio habitat original que são as áreas de cerrados e campos.  Conhecida também como caldo-de-feijão, rola-caldo-de-feijão, rolinha-caldo-de-feijão, picuí-peão, rola, pomba-rola, rola-cabocla(CE e PB), rola-grande, rola-roxa, rola-sangue-de-boi(PE e BA), rolinha, rolinha-comum e rolinha-vermelha.
Adapta-se aos ambientes artificiais criados pela ação humana. Vive em áreas abertas; o desmatamento facilitou sua expansão, em especial nas áreas formadas para pasto ou agricultura de grãos. Entrou nas grandes cidades das regiões sudeste e centro-oeste do Brasil; facilmente encontrada no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Muito agressivas entre si, embora possam formar grupos, disputam alimentos e defendem territórios usando uma das asas para dar forte pancadas no oponente. Os machos são mais belicosos. Nas disputas ou quando tomam sol, deitadas de lado no chão e com a asa esticada para cima, mostram a grande área de penas negras sob a asa.  Observadores de pássaros do centro-sul de nosso país vêm observando uma “substituição” desta espécie por outra pombinha, a Zenaida auriculata, também conhecida como pomba-de-bando, amargosinha ou avoante. Esta última espécie vem conquistando o ambiente urbano cada vez mais efetivamente e está aparentemente competindo com a rolinha-roxa, que já é menos frequente que a pomba-de-bando na maioria das cidades do interior de São Paulo. Seja como for, esta espécie simpática e até mesmo ingênua está longe de desaparecer dos quintais de nossas casas e das praças e jardins de nossas cidades, mesmo que estes estejam em grandes prédios.
Ocorre em todo o Brasil, mas é ausente das áreas densamente florestadas da Amazônia.

Araçari-miudinho-de-bico-riscado

(Pteroglossus inscriptus)





O araçari-miudinho-de-bico-riscado é uma ave piciforme da família Ramphastidae. Conhecido também como araçari-letrado e araçari-mirim-de-bico-riscado. Vive solitário, aos pares ou em pequenos grupos na copa de florestas altas de terra firme, tanto em seu interior quanto nas bordas, várzeas, florestas de galeria, capoeiras e clareiras. É grande predador de ninhos e pode descer ao sub-bosque para seguir correições de formigas.
Presente principalmente no Brasil, na maior parte da Amazônia e nos estados de Pernambuco e Alagoas. Encontrado também na Bolívia e Colômbia.
Fêmea

Irerê

(Dendrocygna viduata)



O Irerê é uma ave anseriforme da família Anatidae. Também conhecido por paturi, siriri, marreca-viúva, marreca-piadeira. Provavelmente nosso pato mais bem conhecido, seja pela sua beleza, pelo fato de se aproximar muito das áreas urbanas e pelo seu canto típico. É a sua vocalização que lhe empresta o nome irerê ou paturi, muito agudo e alto, lembrando o barulho de alguns apitos ou o som de brinquedos de borracha. É encontrado em quase qualquer corpo d'água ao longo de sua ampla distribuição que vai da Argentina até a América Central e curiosamente também ocorre na África Ocidental. Pode ser encontrado até mesmo em lagos poluídos. É mais ativo nos crepúsculos e a noite. Não é raro ouvir o piado desta ave a noite sobrevoando até mesmo grandes cidades em bandos. Chega a formar bandos de várias dezenas de indivíduos, principalmente duran te as migrações sazonais que realiza no sul do país.


Xexéu

(Cacicus cela)



 Xexéu é um passeriforme da família Icteridae. Espécie muito conhecida no Norte e Centro-oeste do País. Conhecido também como Japiim, Japiim-xexéu, Japim, Japuíra, João-conguinho e Xexéu. É comum em bordas de florestas (sobretudo de várzea), campos com árvores, cerrados e florestas de galeria. Vive em bandos de tamanhos variáveis.
Presente em duas regiões separadas:
  1. em toda a Amazônia, estendendo-se para o sul até o Mato Grosso do Sul e Goiás e;
  2. do Pernambuco ao sul da Bahia.
Encontrado também no Panamá e em todos os demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Chora-chuva-preto

(Monasa nigrifrons)




O Chora-chuva-preto é conhecido também como Tanguru-pará e Bico-de-brasa. É comum nas bordas de florestas altas de terra firme e de várzea, capoeiras altas e palmeirais. Vive solitário, aos pares ou, mais comumente, em pequenos grupos, desde o sub-bosque até a copa. É mais ativo que os demais membros da família, trocando de poleiro com freqüência. Ao final da tarde, alguns indivíduos pousam lado a lado para cantar juntos, fazendo bastante barulho. Voz: Cheia e suave, “küö” ( chamada ); estrofe prolongada, de assobios compostos e melodiosos, finalmente acelerada e crescente, p. ex. “hülö…türr-türr”, emitido por um grupo de indivíduos de ambos os sexos pousados, às vezes, em um mesmo galho, um perto do outro, e movendo a cauda lentamente em círculos ou em “movimento de remar” ou, ainda, simplesmente elevando-a e abaixando-a. Cantam em grupos ao anoitecer ou aos casais em dueto.
É encontrado em toda a Amazônia brasileira e do Piauí aos estados do Centro-oeste, Minas Gerais e oeste de São Paulo. Encontrado também da Colômbia e Equador à Bolívia.

Urubu-de-cabeça-preta

(Coragyps atratus)



O urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma ave cathartiforme da família Cathartidae, pertencente ao grupo dos abutres do Novo Mundo. Conhecido também como urubu-comum, corvo, urubu-preto e apitã. No ambiente natural, alimenta-se nas mesmas carniças das outras espécies. Nas proximidades das casas, busca restos de comida e partes de animais domésticos abatidos. Acostuma-se com a presença humana e, em alguns locais, circula até junto de galinhas e outras aves domésticas, quando sua forma peculiar de andar bamboleando chama a atenção, popularmente chamado de passo do urubu malandro. Quando estão andando próximos a outros urubus, deixam a cauda ereta aparecendo entre as asas. Além de carniça, costuma comer pequenos vertebrados e ovos. Em dias muito quentes, pousam nas margens de rios e lagoas para beber água e resfriar as pernas. Entram na água rasa e molham as pernas completamente.
É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em extensas áreas florestadas com pouca presença humana. Encontrado também desde a região central dos Estados Unidos à praticamente toda a América do Sul onde haja cidades, fazendas e áreas abertas.

Papagaio-campeiro

(Amazona ochrocephala)




O papagaio-campeiro é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Conhecido também como papagaio-de-suriname. Não está classificado em nenhuma categoria de ameaça a nível global, embora seja o mais perseguido pelo tráfico do seu gênero. Habita floresta úmida, semi-úmida, pântanos, buritizais e florestas semi-secas, até 500 m. Vive em bandos de tamanhos variáveis, podendo reunir-se, para descansar, em grupos de centenas de indivíduos.
Presente no Pará, Amazonas, Acre, Rondônia e norte de Mato Grosso. Encontrado também do México à Colômbia, Peru e Bolívia.

Tietinga

(Cissopis leverianus)




A tietinga é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Conhecido também como pega (Pernambuco), pintassilgo-do-mato-virgem, pipira (Mato Grosso), probexim, sabiá-tinga e sanhaço-tinga (São Paulo).É comum em bordas de florestas, capoeiras arbustivas com árvores esparsas e florestas de galeria, no estrato médio ou na copa. Vive aos pares ou em pequenos bandos bastante barulhentos, pousando com freqüência no alto de árvores em áreas abertas. Raramente junta-se a bandos mistos.
Presente na Amazônia brasileira principalmente ao sul do Rio Amazonas, desde o extremo oeste até o Maranhão, e de Pernambuco ao Rio Grande do Sul. Encontrado também no Paraguai, Argentina e nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Maracanã-guaçu

(Ara severus)




A maracanã-guaçu é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Não está ameaçada, porém desapareceu de lugares onde antes era abundante, é frequente em cativeiro e a sua demanda pelo tráfico não é muito alta.
Habita floresta úmida e semi-úmida baixa, até mesmo pântanos ou em ribeiras, e ambientes secundários, entre 300 e 2000 m.
Em duas grandes áreas. Uma desde o Panamá, norte da Colômbia e oeste da Venezuela, até o Equador e norte do Perú pela costa do Oceano Pacífico. E outra na Amazônia, desde as Guianas e sul do Orenoco, até o norte de Bolivia. No Brasil, da Amazônia à Bahia e ao Mato Grosso, em matas ciliares e buritizais.


 

Fogo-apagou

(Columbina squammata)




Fogo-apagou é uma ave columbiforme da família Columbidae. O nome fogo-apagou é sem dúvida a melhor tradução escrita para o canto desta ave, um dos sons mais típicos da “roça”. Conhecido também como rola-cascavel (devido ao barulho emitido com as asas, que lembra um chocalho), rolinha-carijó, fogo-pagô (onomatopéico), rola-pedrês, felix-cafofo (PB) e paruru. Como citado anteriormente, esta espécie apresenta muitas características morfológicas e comportamentais que lhe renderam nomes-populares bastante fortes. Além destes, devido ao padrão de “escamas” apresentados pelas penas desta espécie, a denominação squamata faz uma ligação direta com répteis, já que Squamata é o nome da Sub-ordem das cobras e lagartos.
Na música popular, deu nome à composição de Sá e Guarabyra Fogo Pagô, que traz os versos:
Fogo pagô que encantou
Levou embora
Ai, teus murmúrios na memória…
A fogo-apagou é uma rolinha de hábitos geralmente discretos, que anda em casais ou pequenos grupos pelas bordas de matas, cerradões, pomares, parques e outros tipos de vegetação, excluindo-se os muito abertos ou muito fechados. Seu silêncio só é quebrado pela vocalização, que a ave só emite empoleirada em locais bem escondidos, e pelo ruído produzido pelas asas quando a ave alça vôo, lembrando um gemido. No Sudeste é tida como espécie arisca, sendo muito mais ouvida do que vista em cidades como Campinas ou Ribeirão Preto, mas é curioso notar que em Brasília ou Goiânia a fogo apagou aproxima-se muito mais das pessoas, ciscando nas calçadas da mesma forma que a rolinha-roxa(Columbina talpacoti). Ornitólogos e observadores de aves do estado de São Paulo vêm relatando um certo declínio nas populações desta espécie. Muitos atribuem este declínio à competição com a pomba-de-bando(Zenaida auriculata), que vem aumentando sua distribuição e abundância.
Presente nas regiões Nordeste, Centro-oeste e nos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Encontrado também da Guiana Francesa e Venezuela ao Paraguai e Argentina.

Frango-d'água-comum

(Gallinula chloropus)



O frango-d'água-comum é uma ave gruiforme da família Rallidae. Ave aquática das mais comuns em várias partes do Brasil, escasseia na Floresta Amazônica e, surpreendentemente, não é muito freqüente no Pantanal. Conhecido também como jaçanã-galo (Nordeste), peituda (Rio de Janeiro) e galinha-d'água. É comum em lagos com vegetação aquática e margens pantanosas. Normalmente é visto nadando próximo às margens, quando balança a cabeça para frente e para trás. Esconde-se na vegetação pantanosa, se assustado. Nada muito bem, afastando-se do perigo dessa forma. Assustada, pode tentar voar de uma forma desengonçada, correndo na superfície da água com ajuda das asas. Apesar dessa performance pouco convincente, é uma voadora excelente, dispersando-se à noite e aparecendo em açudes ou lagoas onde não existia.
Presente em todo o Brasil e em quase todo o planeta, com exceção da Austrália e Nova Zelândia. No continente americano reproduz-se localmente desde o norte do Canadá até o norte do Chile e Argentina, e nas ilhas do Caribe. Os bandos que habitam as regiões mais frias do norte do continente americano migram para o sul durante o inverno daquela região.


domingo, 31 de outubro de 2010

Andorinha-do-rio

(Tachycineta albiventer)




A andorinha-do-rio é uma ave passeriforme da família Hirundinidae. Conhecida também como andorinha-ribeirinha.  Como enfatiza o nome comum, muito ligada à água. A semelhança com a outra espécie do gênero torna a identificação difícil, em muitos casos. As melhores características para determinação segura são o tom esverdeado dominante na plumagem das costas, mais notável sob luz intensa e a área branca sobre a asa (embora os juvenis da andorinha-de-sobre-branco, também tenham um pouco de branco no mesmo local). Vive em casais, grupos familiares ou solitária, sempre nos rios, corixos e baías.
Encontrada na maior parte do Brasil, exceto no extremo sul.

Pipira-vermelha

(Ramphocelus carbo)




Também conhecida como bico-de-prata, chau-baêta (MT, MS e MG), pepita, pipira (Amazonia), pipira-de-papo-vermelho e pipira-de-prata, a pipira-vermelha (Ramphocelus carbo) é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Destaca-se pela base branca no bico do macho semelhante à da espécie tiê-sangue (Ramphocelus bresilus). No baixo Amazonas costuma ser a espécie mais abundante, influindo consideravelmente nesta impressão o hábito de viverem em pequenos grupos. Durante os deslocamentos, emitem uma nota alta, metálica e rápida, para manter contato entre si. Na eventualidade de qualquer perturbação, esse chamado é utilizado como alarme e todo o bando começa a piar junto, enchendo o ambiente com esses pios. Aproximam-se da origem da perturbação e, graças ao alarido, outras espécies fazem o mesmo, às vezes facilitando a observação. Chega a ser surpreendente o número de pipiras de um bando, depois que começam a aparecer. Costumam andar em grupos de até 20 aves pelas matas ciliares, matas secas, cambarazais, cerradões, vegetação ribeirinha, Capoeira baixa.
Espécie amplamente distribuída na Amazônia, é um pássaro comum nas capoeiras do Norte do Brasil e países vizinhos, distribuindo desde as Guianas e Venezuela até a Bolívia, Paraguai e Brasil Amazônico, estendendo-se do leste até o Piauí e para o sul pelo Brasil central até o oeste do paraná e sul de Mato Grosso do Sul.

Coleirinho

(Sporophila caerulescens)




O coleirinho é uma ave passeriforme da família Emberizidae. Também conhecido como coleiro, coleirinha, papa-capim,papa-arroz ou tui tui. É a espécie mais popular do grupo dos papa-capins, sendo também a mais abundante na maioria dos locais onde ocorre. Como todos os outros membros do gênero Sporophila, pode ser chamada de “papa-capim” acompanhada de algum outro adjetivo. Sporo é semente e, phila provem de phyllo que significa afinidade. seriam realmente os “que tem afinidade com sementes” ou “papa-capim”. A denominação caerulescens significa azulado, possivelmente pela intensidade do negro de suas penas possuirem um tom azulado. Fora do período reprodutivo, é uma ave de comportamento gregário, vivendo em grupos de 6 a 20 indivíduos, inclusive as vezes formando grupos mistos com outras espécies de papa-capins e tizius. O peso e tamanho reduzidos permitem a esta ave alcançar as sementes de gramíneas trepando pela haste das plantas. Assim como outras aves o coleirinho foi beneficiado pela introdução de algumas gramíneas africanas, especialmente da braquiária, que parece ser a base de sua alimentação em áreas alteradas pelo homem. As populações mais meridionais são migratórias e deslocam-se para latitudes mais baixas nos meses mais frios.
Seu habitat são campos abertos e capinzais, ocorrendo praticamente em todo Brasil, com exceção da Região Amazônica e Nordeste.


Benedito-de-testa-vermelha

(Melanerpes cruentatus)



O Benedito-de-testa-vermelha é conhecido também como Pica-pau-de-barriga-vermelha e Ipecumirim. Vive em toda a Amazônia, em matas de terra firme, matas de várzea, matas de galerias, clareiras e plantações. Comum em bordas de florestas altas e clareiras com árvores esparsas, à altura da copa. Bastante sociável, vive geralmente aos pares ou em grupos de 3 a 5 indivíduos, número que pode chegar a 12 ou mais. Raramente é visto solitário.
 Ocorre das Guianas à Bolívia, toda a Amazônia brasileira incluindo o norte de Mato Grosso ( alto Xingu ).


Bem-te-vi

(Pitangus sulphuratus)



O bem-te-vi é uma ave passeriforme da família dos tiranídeos. Conhecido também como bem-te-vi-de-coroa e bem-te-vi-verdadeiro, é provavelmente o pássaro mais popular de nosso país, podendo ser encontrado em cidades, matas, árvores à beira d'água, plantações e pastagens. Em regiões densamente florestadas habita margens e praias de rios. É também muito popular nos outros países onde ocorre, recebendo nomes onomatopéicos em várias línguas como kiskadee em inglês, qu´est ce em francês (Guiana) e bichofêo em espanhol (Argentina).
Dentre as várias canções populares, uma se destaca em referência ao bem-te-vi, chama-se Jardim da Fantasia, letra e música de Paulinho Pedra Azul:
Bem te vi…
Bem te vi…
Andar por um jardim em flor
Chamando os bichos de amor
Sua boca pingava mel.
São agressivos, ameaçam até gaviões e urubús quando esses se aproximam de seu “território”. Costumam pousar em lugares salientes como postes e topos de árvores. Pode-se vê-lo facilmente cantando em fios de telefone, em telhados ou banhando-se nos tanques ou chafarizes das praças públicas. Como podemos ver, possui grande capacidade de adaptação. É um dos primeiros a cantar ao amanhecer. Anda geralmente sozinho, mas pode ser visto em grupos de três ou quatro que se reúnem habitualmente em antenas de televisão.
É uma ave típica da América Latina, com uma distribuição geográfica que se estende predominantemente do sul do México à Argentina, em uma área estimada em 16.000.000 km².
Entretanto, pode também ser encontrada no sul do Texas e na ilha de Trinidad. Foi introduzida nas Bermudas em 1957, importadas de Trinidad,e na década de 1970 em Tobago. Nas Bermudas, são a terceira espécie de ave mais comum, podendo atingir densidades populacionais de 8 a 10 pares por hectare.

Quero-quero

(Vanellus chilensis)



O quero-quero , também conhecido por tetéu, téu-téu, terém-terém e espanta-boiada, é uma ave da ordem dos Charadriiformes, pertencendo a família dos Charadriidae. Muito popular no Brasil, vive em banhados e pastagens; é visto em estradas, campos de futebol e próximo a fazendas, freqüentemente longe d'água. Seu nome é uma onomatopéia de seu canto. Costuma viver em banhados e pastagens; é visto em estradas, campos de futebol e próximo a fazendas, freqüentemente longe d'água. O quero-quero é sempre o primeiro a dar o alarme quando algum intruso invade seus domínios. É uma ave briguenta que provoca rixa com qualquer outra espécie habitante da mesma campina. As capivaras tiram bom proveito da convivência com o quero-quero, pois, conforme a entonação, o grito dessa ave pode significar perigo. Então os grandes roedores procuram refúgio na água. Essa característica faz do quero-quero um excelente cão de guarda, sendo utilizado por algumas empresas que possuem seu parque fabril populado por estas aves.
O quero-quero é uma ave típica da América do Sul, sendo encontrado desde a Argentina e leste da Bolívia até a margem direita do baixo Amazonas e principalmente no Rio Grande do Sul, no Brasil. Habita as grandes campinas úmidas e os espraiados dos rios e lagoas.