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domingo, 31 de outubro de 2010

Andorinha-do-rio

(Tachycineta albiventer)




A andorinha-do-rio é uma ave passeriforme da família Hirundinidae. Conhecida também como andorinha-ribeirinha.  Como enfatiza o nome comum, muito ligada à água. A semelhança com a outra espécie do gênero torna a identificação difícil, em muitos casos. As melhores características para determinação segura são o tom esverdeado dominante na plumagem das costas, mais notável sob luz intensa e a área branca sobre a asa (embora os juvenis da andorinha-de-sobre-branco, também tenham um pouco de branco no mesmo local). Vive em casais, grupos familiares ou solitária, sempre nos rios, corixos e baías.
Encontrada na maior parte do Brasil, exceto no extremo sul.

Pipira-vermelha

(Ramphocelus carbo)




Também conhecida como bico-de-prata, chau-baêta (MT, MS e MG), pepita, pipira (Amazonia), pipira-de-papo-vermelho e pipira-de-prata, a pipira-vermelha (Ramphocelus carbo) é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Destaca-se pela base branca no bico do macho semelhante à da espécie tiê-sangue (Ramphocelus bresilus). No baixo Amazonas costuma ser a espécie mais abundante, influindo consideravelmente nesta impressão o hábito de viverem em pequenos grupos. Durante os deslocamentos, emitem uma nota alta, metálica e rápida, para manter contato entre si. Na eventualidade de qualquer perturbação, esse chamado é utilizado como alarme e todo o bando começa a piar junto, enchendo o ambiente com esses pios. Aproximam-se da origem da perturbação e, graças ao alarido, outras espécies fazem o mesmo, às vezes facilitando a observação. Chega a ser surpreendente o número de pipiras de um bando, depois que começam a aparecer. Costumam andar em grupos de até 20 aves pelas matas ciliares, matas secas, cambarazais, cerradões, vegetação ribeirinha, Capoeira baixa.
Espécie amplamente distribuída na Amazônia, é um pássaro comum nas capoeiras do Norte do Brasil e países vizinhos, distribuindo desde as Guianas e Venezuela até a Bolívia, Paraguai e Brasil Amazônico, estendendo-se do leste até o Piauí e para o sul pelo Brasil central até o oeste do paraná e sul de Mato Grosso do Sul.

Coleirinho

(Sporophila caerulescens)




O coleirinho é uma ave passeriforme da família Emberizidae. Também conhecido como coleiro, coleirinha, papa-capim,papa-arroz ou tui tui. É a espécie mais popular do grupo dos papa-capins, sendo também a mais abundante na maioria dos locais onde ocorre. Como todos os outros membros do gênero Sporophila, pode ser chamada de “papa-capim” acompanhada de algum outro adjetivo. Sporo é semente e, phila provem de phyllo que significa afinidade. seriam realmente os “que tem afinidade com sementes” ou “papa-capim”. A denominação caerulescens significa azulado, possivelmente pela intensidade do negro de suas penas possuirem um tom azulado. Fora do período reprodutivo, é uma ave de comportamento gregário, vivendo em grupos de 6 a 20 indivíduos, inclusive as vezes formando grupos mistos com outras espécies de papa-capins e tizius. O peso e tamanho reduzidos permitem a esta ave alcançar as sementes de gramíneas trepando pela haste das plantas. Assim como outras aves o coleirinho foi beneficiado pela introdução de algumas gramíneas africanas, especialmente da braquiária, que parece ser a base de sua alimentação em áreas alteradas pelo homem. As populações mais meridionais são migratórias e deslocam-se para latitudes mais baixas nos meses mais frios.
Seu habitat são campos abertos e capinzais, ocorrendo praticamente em todo Brasil, com exceção da Região Amazônica e Nordeste.


Benedito-de-testa-vermelha

(Melanerpes cruentatus)



O Benedito-de-testa-vermelha é conhecido também como Pica-pau-de-barriga-vermelha e Ipecumirim. Vive em toda a Amazônia, em matas de terra firme, matas de várzea, matas de galerias, clareiras e plantações. Comum em bordas de florestas altas e clareiras com árvores esparsas, à altura da copa. Bastante sociável, vive geralmente aos pares ou em grupos de 3 a 5 indivíduos, número que pode chegar a 12 ou mais. Raramente é visto solitário.
 Ocorre das Guianas à Bolívia, toda a Amazônia brasileira incluindo o norte de Mato Grosso ( alto Xingu ).


Bem-te-vi

(Pitangus sulphuratus)



O bem-te-vi é uma ave passeriforme da família dos tiranídeos. Conhecido também como bem-te-vi-de-coroa e bem-te-vi-verdadeiro, é provavelmente o pássaro mais popular de nosso país, podendo ser encontrado em cidades, matas, árvores à beira d'água, plantações e pastagens. Em regiões densamente florestadas habita margens e praias de rios. É também muito popular nos outros países onde ocorre, recebendo nomes onomatopéicos em várias línguas como kiskadee em inglês, qu´est ce em francês (Guiana) e bichofêo em espanhol (Argentina).
Dentre as várias canções populares, uma se destaca em referência ao bem-te-vi, chama-se Jardim da Fantasia, letra e música de Paulinho Pedra Azul:
Bem te vi…
Bem te vi…
Andar por um jardim em flor
Chamando os bichos de amor
Sua boca pingava mel.
São agressivos, ameaçam até gaviões e urubús quando esses se aproximam de seu “território”. Costumam pousar em lugares salientes como postes e topos de árvores. Pode-se vê-lo facilmente cantando em fios de telefone, em telhados ou banhando-se nos tanques ou chafarizes das praças públicas. Como podemos ver, possui grande capacidade de adaptação. É um dos primeiros a cantar ao amanhecer. Anda geralmente sozinho, mas pode ser visto em grupos de três ou quatro que se reúnem habitualmente em antenas de televisão.
É uma ave típica da América Latina, com uma distribuição geográfica que se estende predominantemente do sul do México à Argentina, em uma área estimada em 16.000.000 km².
Entretanto, pode também ser encontrada no sul do Texas e na ilha de Trinidad. Foi introduzida nas Bermudas em 1957, importadas de Trinidad,e na década de 1970 em Tobago. Nas Bermudas, são a terceira espécie de ave mais comum, podendo atingir densidades populacionais de 8 a 10 pares por hectare.

Quero-quero

(Vanellus chilensis)



O quero-quero , também conhecido por tetéu, téu-téu, terém-terém e espanta-boiada, é uma ave da ordem dos Charadriiformes, pertencendo a família dos Charadriidae. Muito popular no Brasil, vive em banhados e pastagens; é visto em estradas, campos de futebol e próximo a fazendas, freqüentemente longe d'água. Seu nome é uma onomatopéia de seu canto. Costuma viver em banhados e pastagens; é visto em estradas, campos de futebol e próximo a fazendas, freqüentemente longe d'água. O quero-quero é sempre o primeiro a dar o alarme quando algum intruso invade seus domínios. É uma ave briguenta que provoca rixa com qualquer outra espécie habitante da mesma campina. As capivaras tiram bom proveito da convivência com o quero-quero, pois, conforme a entonação, o grito dessa ave pode significar perigo. Então os grandes roedores procuram refúgio na água. Essa característica faz do quero-quero um excelente cão de guarda, sendo utilizado por algumas empresas que possuem seu parque fabril populado por estas aves.
O quero-quero é uma ave típica da América do Sul, sendo encontrado desde a Argentina e leste da Bolívia até a margem direita do baixo Amazonas e principalmente no Rio Grande do Sul, no Brasil. Habita as grandes campinas úmidas e os espraiados dos rios e lagoas.



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Iraúna-grande

(Molothrus oryzivorus)




A Iraúna-grande é uma ave passeriforme da família Icteridae. Conhecida também como chico-preto, graúna, iraúna, lau-na-ná (nome indígena - Mato Grosso), melrão (Rio de Janeiro), rexenxão e vira-bosta-grande. Varia de incomum a localmente comum em áreas campestres e pastos - geralmente perto do gado, cavalos e porcos, dos quais retira carrapatos. Pousa em praias e rochas nos rios, árvores altas isoladas e até mesmo sobre capivaras semi-submersas. Vive solitária ou em pequenos bandos.
Todas as regiões do Brasil. Encontrada também do México à Argentina e Paraguai e nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Maitaca-de-cabeça-azul

(Pionus menstruus)



A maitaca-de-cabeça-azul é uma ave Psittaciforme da família Psittacidae. Conhecida também como curica, curica-roxa e maitaca-de-barriga-azulada. Devido à faixa vermelha na cauda, recebeu a denominação menstruus (menstruada). Não classificada em nenhuma categoria de ameaça, mas a modificação de seus hábitats e a apreciação como ave de gaiola afetam suas populações. Comum na copa de florestas úmidas, capoeiras e clareiras com árvores isoladas, até 1.500 m. Vive solitária, aos pares ou em bandos grandes de até 100 indivíduos. Normalmente pousa em galhos sem folhas e no alto de palmeiras. Voa fazendo bastante barulho.
Ao leste do Andes, chega ao Peru, parte do Brasil até o norte de Bolívia. No Brasil vive principalmente na bacia do rio Amazonas, incluindo o sudeste do rio Araguaia.


Príncipe

(Pyrocephalus rubinus)




O príncipe é uma ave passeriforme da família Tyrannidae. Recebe outros nomes comuns, além de príncipe. Na região pantaneira recebe o nome comum de Barão do Melgaço e indica a chegada próxima à festa de São João, no final de junho, quando é mais notado. O nome verão é dado no sul do Brasil, indicando a chegada, por lá, no período em que o tempo esquenta, após o inverno.
Pyros é fogo em grego, e cephalus é cabeça (latim); rubinus, deriva de rubi, a pedra preciosa vermelha. O nome significa “cabeça de fogo rubi”, intimamente relacionado a colocaração vermelha da espécie.
Vivem em campos e cerrados. Além das cores, destaca-se por seu hábito de pousar em galhos expostos, cercas e fios. Ocupa os ambientes abertos, desde campos, praias de rio com arbustos até cerrado e bordas de vegetação florestal. Não penetra em áreas com adensamento de vegetação. Utiliza ambientes criados pelas mãos humanas, sendo notável e jardins e parques urbanos. Ainda pode ser observado na periferia de cidades.
São aves migratórias. No inverno, vão da região sul e sudeste do Brasil para a Amazônia e retornam na primavera-verão. São normalmente encontrados aos pares.

Pato-do-mato

(Cairina moschata)



O Pato-do-mato é uma ave anseriforme da família Anatidae. Foi domesticado pelos grupos indígenas da América do Sul por sua carne. É o ingrediente fundamental do prato paraense, pato no tucupi, também de origem indígena. Seus vôos matinais ou vespertinos, entre os pontos de pouso e locais de alimentação. Dorme empoleirado nas piúvas e outras árvores altas, tanto isoladas em capões, como nas matas ribeirinhas. Para alcançar os galhos horizontais de dormida, necessita de um acesso livre de vegetação. Possui unhas afiadas nas patas, usadas para empoleirar ou como arma, nas disputas territoriais e por fêmeas. Vive em grupos pequenos, de até uma dúzia. Pousa sobre árvores desfolhadas para observar os arredores, descansar ou mesmo dormir.
Presente em todo o Brasil, mas em menor número no leste e sul do País, em conseqüência da caça indiscriminada. Encontrado também desde o México até a Argentina.

Polícia-inglesa-do-norte

(Sturnella militaris)




O Polícia-inglesa-do-norte é um Passeriforme da família Icteridae. Conhecido também como Baieta (Marajó), Papa-arroz (Amapá), Pipira-do-campo (Pará). É comum em quaisquer áreas não florestadas da Amazônia, tais como campos, ilhas com vegetação pioneira rala, áreas agrícolas e pastagens, ampliando sua área de ocorrência com o desmatamento. Vive solitário, aos pares ou em pequenos grupos fora do período reprodutivo. Anda pelo chão, empoleirando-se em arbustos baixos.
Presente em áreas abertas de praticamente toda a Amazônia brasileira. Encontrado também da Costa Rica ao Panamá e em todos os demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.


Savacu

(Nycticorax nycticorax)




O savacu é uma ave ciconiiforme da família Ardeidae. Conhecido também como garça-cinzenta, sabacu, savacu-de-coroa, sabacu-de-coroa (Bahia), taquari ou taquiri (Pará), taiaçu (algumas regiões da Amazônia), dorminhoco (Rio Grande do Sul), socó, garça-dorminhoca, guacurú ou guaicuru, arapapá-de-bico-comprido, garça-da-noite ou ainda socó-dorminhoco. O nome socó-dorminhoco deve-se ao fato desta ave passar boa parte do dia dormindo, no entanto, poucas pessoas sabem que na verdade trata-se de uma espécie predominantemente noturna. Vive em bordas de lagos, lagoas e rios. Ave de hábito noturno e crepuscular. Durante o dia repousa em galhos de grandes árvores. Tem hábito de colocar o bico sobre o peito verticalmente para dormir. Uma das garças mais cosmopolitas, sendo que nos países mais frios é migratória e forma grupos grandes, enquanto nos países tropicais é geralmente solitária. Pode ser encontrada quase qualquer local onde haja água e peixes ou anfíbios, desde pequenos lagos artificiais até costões rochosos no mar. Seu modo de caça principal é “senta e espera”, mas também pode usar seus longos dedos para cotucar o lodo e as pedras de rios e lagos espantando assim pequenos peixes que são capturados com precisão. Os imaturos são mais diurnos do que os adultos, mas passam a caçar mais a noite conforme vão crescendo. Em locais onde existem muitos pescadores alguns socós aprenderam a pegar pequenos peixes descartados pelos pescadores. Em alguns pesque-pagues chegam até mesmo a deixar de pescar por si próprios e se aproximam dos pescadores ao menor sinal de movimento na vara, alguns até mesmo pegando os peixes diretamente da mão das pessoas. O problema deste hábito é que muitas vezes acabam se enroscando em anzóis e linhas, o que pode levá-los a morte por hemorragia ou asfixia.
Presente em quase todo o Brasil com ampla distribuição geográfica ocorrendo do Canadá à Terra do Fogo e Velho Mundo

Gavião-pedrês

(Buteo nitidus)




O Gavião-pedrês é uma ave Falconiforme da família Accipitridae. Também conhecido como gavião-cinza. Alimenta-se aves, répteis e insetos. É rápido e ágil podendo perseguir suas presas por manobras entre as árvores. Caça também a partir de poleiros e gosta de planar à procura de presas. Vive na borda de matas, campos, cerrados e florestas. Ave rápida e ágil, bate asas e plana por pouco tempo para arrebatar a presa. No voo, usa as correntes de ar quente para adquirir altura.
Ocorre desde o sul dos Estados Unidos até a Argentina.

Gavião-caramujeiro

(Rostrhamus sociabilis)




O gavião-caramujeiro é uma ave falconiforme da família Accipitridae. Conhecido também como caramujeiro e gavião-de-aruá (Amapá). Alimenta-se quase exclusivamente de grandes caramujos aquáticos chamados aruás. Utiliza o bico curvo para retirar as partes moles dos caramujos, deixando cair a casca vazia. Captura os aruás executando um vôo rasante sobre os pântanos, pegando-os no chão com apenas um dos pés e empoleirando-se para comer. Ocasionalmente, em algumas regiões, como no Pantanal de Mato Grosso e na Venezuela, alimenta-se também de pequenos caranguejos. É encontrado em todas as regiões brasileiras onde hajam pantanais e alagados, nos quais é localmente comum. Encontrado também dos Estados Unidos (Flórida) e México até a Argentina e Uruguai.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Chincoã-pequeno

(Coccycua minuta)




Mede cerca de 28 cm. Parece uma miniatura escura do chincoã e sua vocalização lembra a de uma perereca. Alimenta-se de insetos, aranhas e lagartas. Eventualmente segue formigas-de-correição. Varia de incomum a localmente comum. Habita bordas de florestas, capoeiras altas e margens de rios. Passa facilmente desapercebido em meio aos arbustos, descendo ao chão com freqüência.
É encontrado na Amazônia brasileira e também das Guianas à Colômbia e Bolívia.

Garça-real

(Pilherodius pileatus)



A Garça-real é conhecida também como Garça-morena, Garcinha e Garça-de-cabeça-preta. Apesar de sua ampla distribuição, não é abundante nas regiões onde ocorre. Habita rios e lagos com margens florestadas, além de áreas pantanosas, alimentando-se em lamaçais. Vive geralmente solitária ou, em menor freqüência, em grupos de 2 ou 3 indivíduos.
É encontrada em quase todas as regiões brasileiras, exceto no Nordeste e no Rio Grande do Sul. Encontrada também desde o Panamá à Colômbia, Bolívia e Paraguai.

Martim-pescador-grande

(Megaceryle torquata)



Ave da família Alcedinidae sendo no Brasil a maior espécie. Também chamado de Ariramba-grande ( PA. ), Matraca ( RS. ), Caracaxá. Encontrado próximo a rios, córregos, lagunas, lagoas, açudes, manguezais e orla marítima. É mais comum em áreas abertas e em rios caudalosos e grandes lagoas. Porém não se adapta a lagos represados de hidroelétricas do sul e sudeste, normalmente desprovidos de barrancos onde nidifica ou talvez pela turgidez das águas represadas e pela ausência de poleiros nas margens desmatadas. Pousa sobre troncos secos e pedras à beira d'água, em árvores altas, em fios e moirões. Vive a maior parte do tempo solitário. Passa de ilha em ilha, aparece em pequenas poças que descubra durante seus longos vôos; chega a sobrevoar serras e cidades, executando migrações locais na Amazônia. Voz: Penetrante “kwát” que trai a espécie de longe; ao voar repete este grito a intervalos regulares; “tchat-jat-jat” ( daí o nome “matraca” ); “égä…”
Ocorre do México à Terra do Fogo, toda América do Sul.

socó-boi

(Tigrisoma lineatum)



O socó-boi é uma ave ciconiiforme da família Ardeidae. Conhecido também como socó-pintado, socó-boi-ferrugem, iocó-pinim (Pará) e taiaçu (em tupi, tai = riscado + açu = grande). Vive em áreas úmidas, como brejos, pântanos e veredas e também regiões florestais. Costuma esconder-se na vegetação ribeirinha.
Anda como se esgueirasse, a passos largos e bem como se observasse um perigo ou uma oportunidade. Fica em pé dispondo as asas horizontalmente viradas para cima, atitude que provavelmente serve à termorregulação. Voa devagar, com o pescoço encolhido e as pernas esticadas. Quando está desconfiado, estica o pescoço, arrepiando as penas da nuca e balançando a cauda. Para dormir, não volta a cabeça para trás, e sim mantém o bico dirigido para a frente. Gosta de dias chuvosos e escuros, encontrando-se então à vontade tanto espécies noturnas como diurnas. É de hábitos solitários. Quando perturbado, permanece imóvel até voar, indo empoleirar-se no alto das árvores.
Ocorre da América Central à Bolívia e Argentina e em todo o Brasil.

Indivíduo jovem

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Juruviara

(Vireo olivaceus)



A juruviara é uma ave passeriforme da família Vireonidae. Também denominado popularmente de gente-de-fora-vem, segundo a sonoridade de seu canto. Percorre as copas das árvores em busca de seu alimento, que consiste em insetos pequenos (vespinhas, lagartas, formigas, besouros, cupins), aranhas e às vezes frutinhos ou pedaços de frutos grandes, como o da embaúba. A juruviara é migratória e vive no estrato médio das árvores.
Esta espécie apresenta duas subespécies geograficamente distintas, V. olivaceus e V. olivaceus chivi. A primeira é característica da América do Norte, migrando até a Amazônia e, a Segunda, da América do Sul, sendo portanto a raça geográfica que ocorre no sudeste do Brasil.


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sanhaçu-da-amazônia

(Thraupis episcopus)




O sanhaçu-da-amazônia é um Passeriforme da família Thraupidae. Também conhecido como saí-azul e sanhaçu-azul. No Maranhão é chamado de pipira-azul. É um dos pássaros mais comuns em vários tipos de hábitats, tanto em locais úmidos quanto secos, variando da borda da floresta e manchas de capoeiras até jardins de cidades, árvores e arbustos em regiões agrícolas. Vive em grupos de cerca de 6 indivíduos, próximo à copa.
Presente em toda a Amazônia brasileira. Encontrado também do México ao Panamá e em todos os demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

domingo, 24 de outubro de 2010

Arara-canindé

(Ara ararauna)





A arara-canindé é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Conhecida também como arara-de-barriga-amarela, canindé, arara-amarela e ara-arauna. Não é considerada como sendo ameaçada, embora seja apreciada como ave de gaiola. Suas populações estão diminuindo e algumas delas já estão extintas incluindo em Trinidad. É localmente comum na copa de florestas de galeria, várzeas com palmeiras (buritizais, babaçuais, etc.), interior e bordas de florestas altas, a cerca de 500 m de altitude. Vive em pares ou em grupos de 3 indivíduos, combinação mantida também quando formam-se bandos maiores de até 30 indivíduos.
Tem distribuição desde a Amazônia até o Paraná, sendo que antigamente chegava até Santa Catarina. Encontrada também no leste do Panamá e norte da Colombia, Venezuela, Guianas, Perú, Bolivia, até o norte de Argentina e Paraguai e no oeste do Equador.

Araracanga

(Ara macao)




A araracanga é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Conhecida também como arara-vermelha. Não é considerada como sendo ameaçada embora, tenha desaparecido de lugares onde antes era comum. Foi desenhada como enfeite no primeiro mapa do Brasil, confeccionado em 1502. Habita a copa de florestas úmidas (não pantanosas), florestas de galeria, margens de rios e clareiras com árvores altas, até 500 m de altitude. Vive em grupos, podendo misturar-se a bandos de outras araras.
Distribuição geográfica descontínua. Toda a Amazônia brasileira; do sul do México até o Panamá; norte da Colômbia; e leste da Venezuela, Colômbia, Equador, Perú, até o leste da Bolívia.

Araçari-castanho

(Pteroglossus castanotis)




O araçari-castanho é uma ave Piciforme da família Ramphastidae. Costuma beber e tomar banho nas bromélias no alto das árvores, que ficam cheias durante as chuvas. É a espécie mais conhecida dos araçaris do Brasil central e oriental. Habita a mata alta, sobretudo nas copas, como a maioria de seus congêneres(Pteroglossus) e tucanos, e ao longo de rios margeados por mata de galeria. Frequenta ainda matas de várzea e de terra firme, buritizais, cerrados, matas secas, ilhas fluviais, capoeiras e plantações.
 Sua distribuição está restrita à região Neotropical, distribuindo-se do México à Argentina (Sick, 1984), ocorrendo na Colômbia, Bolívia, Argentina, e, no Brasil, nos estados do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul.

Coruja-buraqueira

(Athene cunicularia)





A coruja-buraqueira, com nome científico cunicularia(“pequeno mineiro”) recebe esse nome, pois vive em buracos cavados no solo. Vivem no mínimo 9 anos em habitat selvagem. Costumam viver em campos, pastos, restingas, desertos, planícies, praias e aeroportos, os predadores documentados dessa coruja incluem texugos, serpentes, doninhas. Também são conhecidas pelos nomes de caburé-de-cupim, caburé-do-campo, coruja-barata, coruja-do-campo, coruja-mineira, corujinha-buraqueira, corujinha-do-buraco, corujinha-do-campo, guedé, urucuera, urucuréia, urucuriá e capotinha.
Coruja terrícola, tem hábitos diurnos e noturnos, mas é ativa, principalmente durante o crepúsculo, quando faz uso de sua ótima audição. Tem o campo visual limitado, mas essa deficiência é superada pela capacidade de girar a cabeça até 270 graus, o que ajuda na focalização. Ocupa ambientes alterados pela ação humana, inclusive cidades e pistas de pouso ou aeroportos.
Ocorre do Canadá à Terra do Fogo, bem como em quase todo o Brasil com exceção da bacia Amazônica

Socozinho

(Butorides striata)




O socozinho é uma ave ciconiiforme da família Ardeidae. Conhecido também como socó-estudante, soco-í e socó-mirim (Pará), socó-mijão e socó-tripa.
 É migratório. Anda como se esgueirasse, a passos largos e como se observasse um perigo ou uma oportunidade. Voa devagar, com o pescoço encolhido e as pernas esticadas. Para dormir, não volta a cabeça para trás, e sim mantém o bico dirigido para a frente. Costuma colocar o bico verticalmente para baixo de encontro ao peito dentre a plumagem, o qual oculta completamente. Gosta de dias chuvosos e escuros, sente-se à vontade tanto com espécies noturnas como diurnas. Presente em todo o Brasil e nas regiões de clima quente ao redor do planeta, na América, África, Ásia, Austrália e ilhas do oeste do Oceano Pacífico.

Corruíra

(Troglodytes musculus)




O corruíra possui diversos nomes populares, tais como: correte (Pará), cambaxirra, garrincha, cutipuruí (Pará, Amazonas), rouxinol e garrincha (Maranhão), corruíra-de-casa, carriça, garriça, curuíra, coroíra e curreca (Santa Catarina), carruíra (Rio Grande do Sul)e rouxinol em Pernambuco. Muito comum, ocorre virtualmente em todos os hábitats abertos e semi-abertos, aparecendo rapidamente em clareiras abertas em regiões florestadas. Habita também os arredores de casas e jardins, inclusive no centro de cidades, e ocupa ilhas na costa marítima, cerrados, a caatinga, borda de matas e margens de banhados.
A corruíra pode destruir ovos de outras espécies de aves sem nem mesmo alimentar-se deles. Este comportamento pode estar relacionado à eliminação de competidores de outras espécies. Há vários relatos deste comportamento para a espécie americana, e para a brasileira há uma descrição de predação em ovos do sabiá-barranco (Turdus leucomelas).Vive solitária ou aos pares; macho e fêmea cantam em dueto. Possui ampla distribuição, ocorrendo desde o Canadá até o sul da Argentina, Chile e em todo o Brasil.

Gavião-carijó

(Rupornis magnirostris)




O gavião-carijó  é um gavião da família dos acipitrídeos, encontrado em diferentes ambientes, ocorrendo do México à Argentina e em todo o Brasil. É a espécie predominante no Brasil. É o terror dos galinheiros. Também é conhecido pelos nomes de anajé, gavião-indaié, gavião-pega-pinto, inajé, indaié e pega-pinto.
Como toda ave de rapina tem um papel indispensável no equilíbrio da fauna como reguladores da seleção. Evitam uma superpopulação de roedores e aves pequenas (como é o caso dos ratos e pombos nos centros urbanos) além de eliminar indivíduos defeituosos e doentes. Costuma voar em casais, fazendo movimentos circulares enquanto os dois vocalizam em dueto.
Ocorrem também do México à Argentina e em todo o Brasil. É uma das espécies mais comuns de nosso país, ocorre em todos os estados, habitando os mais variados ambientes: campos, bordas de mata, áreas urbanas, etc., sendo mais raro em áreas densamente florestadas.
Nas últimas décadas este gavião passou a se tornar mais comum nos centros urbanos, se adaptando com sucesso a este ambiente, pois nas cidades a oferta de presas é maior e os seus predadores naturais (outras aves de rapina maiores) são escassos.

Pica-pau-de-banda-branca

(Dryocopus lineatus)



Macho
O pica-pau-de-banda-branca é uma ave piciforme da família Picidae. Também conhecido com pica-pau-de-topete-vermelho. Alimentam-se de insetos, larvas, sementes e frutos. Sua alimentação é principalmente a base de insetos, especialmente brocas da madeira.
Habita o interior e as bordas de florestas altas, capoeiras, cerrados, campos e plantações com árvores esparsas. Vive solitário ou aos pares, arrancando a casca e “martelando” troncos e galhos maiores em busca de insetos, tanto em árvores vivas como mortas. Dormem sempre em ocos, onde também se abrigam da chuva pesada; alguns elaboram cavidades que servem para dormir. Recolhem-se cedo para dormir.
Voz: Sequência prolongada de fortes e sonoros “wet…” ( canto territorial, ambos os sexos ); sonoro”bet-wärrr”,”gí-gogogo”, “bé-be-be-qua” ( advertência ). Tamborilar prolongado “torrrrrrrr” ( ambos os sexos ). Pela manhã, costumam demarcar seus territórios com característico tamborilar. Escolhem uma árvore ou galho oco e dão sua batida peculiar. Começam com uma pancada alta, separada das demais e vão diminuindo o intervalo e a altura da batida, produzindo uma aceleração no final.
Presente em todo o Brasil e também do México à Bolívia, Paraguai e Argentina.

Acauã

(Herpetotheres cachinnans)





O acauã é uma ave falconiforme da família Falconidae. Conhecido também como macauá, acanã, cauã, uacanã e macaguá. Seu canto da origem ao seu nome acauã e é repetido seguidamente durante alguns segundos. No folclore amazonense, diz-se que os gritos do acauã prenunciam chegada de forasteiros. Já na região do Espinhaço em Minas Gerais prenunciam a morte de um conhecido.
Comum em bordas de florestas, capoeiras, florestas de galeria, campos com árvores e cerrados. Vive solitário, permanecendo pousado por longos períodos a média altura em árvores isoladas, que ofereçam boa visibilidade. Costuma cantar ao entardecer e ao amanhecer. Presente em todo o Brasil e também do México à Argentina.

Bentevizinho-de-asa-ferrugínea

(Myiozetetes cayanensis)




O bentevizinho-de-asa-ferrugínea é uma ave passeriforme da família Tyrannidae. O alimento deste passaro consiste predominantemente de artrópodes que são apanhados com as pontas das mandíbulas. Habita árvores na vizinhança d'água. Pousa geralmente ereto. O seu nervosismo é denunciado por movimentos bruscos de asas. Gosta de tomar banho de chuva ou na folhagem molhada. Tem o costume de dormir em grupos ou de buscar um lugar mais abrigado para passar a noite. É brigão.
Ocorre do Panamá, através da Amazônia, à Bolívia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Pará e Maranhão. Também Rio de Janeiro e São Paulo.

Ariramba-de-cauda-ruiva

(Galbula ruficauda)





A ariramba-de-cauda-ruiva é uma ave galbuliforme da família Galbulidae. É a espécie do gênero Galbula mais conhecida e com maior área de ocorrência. Também conhecida como ariramba-de-cauda-castanha, beija-flor-d'água, beija-flor-da-mata-virgem, beija-flor-do-mato-virgem, beija-flor-grande, bico-de-agulha, bico-de-agulha-de-rabo-vermelho, bico-de-sovela, cuitelão, fura-barreira(PE), fura-barriga(PE), guainumbi-guaçu, sovelão(MG) e barra-do-dia (MA).
Pousa em galhos e cipós expostos, desde 1 metro do chão até 4 metros de altura. Esses poleiros são usados seguidamente como pontos de espreita das presas e locais de alimentação. Uma vez localizados, facilitam o encontro dessa ave espetacular, representante de uma família exclusiva das Américas.
Além das cores e hábitos, outra característica especial dessa espécie é o canto. O chamado mais freqüente é como uma risada aguda, iniciando-se espaçada e acelerando no final, ficando cada vez mais aguda. Um membro do casal responde ao outro seguidamente. Pelo timbre, imagina-se que seja uma ave menor produzindo-o. Ativo durante todo o dia, mesmo nas horas mais quentes, é sempre inesquecível vê-la sob a luz forte do sol. Ocorre em boa parte do Brasil, nas áreas florestadas e secas, nos ambientes mais adensados, especialmente em suas bordas e clareiras.

Suiriri-de-garganta-rajada

(Tyrannopsis sulphurea)



O suiriri-de-garganta-rajada é uma ave passeriforme da família Tyrannidae. Alimentam-se solitariamente de frutos, insetos ou artrópodes, separados do bando misto. Nidifica em frondes de buritis em áreas alagadas nos buritizais.
Vive em buritizais e aparece em matas de galeria e em outros tipos de vegetação esporadicamente.

 

Jaçanã

 (Jacana jacana)





O jaçanã (Jacana jacana), do Tupi ñaha´nã é uma ave na porções Oeste da América do Sul, charadriiforme, da família dos Jacanidae. Também são conhecidas pelos nomes de aguapeaçoca, cafezinho, casaca-de-couro, ferrão, japiaçó, japiaçoca, marrequinha, menininho-do-banhado, nhaçanã, nhançanã, nhanjaçanã, piaçó, piaçoca, pia-sol e Narceja. Em certas regiões do Sul do Brasil é também conhecida por asa-de-seda. Dá nome a um bairro famoso da cidade de São Paulo, eternizado na canção “trem das onze” de Adoniram Barbosa. Em certos lugares da África e da Austrália, as espécies de jaçanã são conhecidas como “Jesus bird”, porque parecem andar em cima da água! 
Embora sejam relativamente sociáveis em alguns locais ou épocas do ano, defendem seus territórios contra outras jaçanãs (ou cafezinhos, nome pantaneiro). As fêmeas são particularmente agressivas. Nessas ocasiões voam diretamente para o intruso, emitindo seu peculiar chamado, como uma risada fina e longa. Ao pousarem, para intimidar o invasor, mantêm as asas abertas e esticadas para o alto, destacando as penas longas, amarelas, das asas. Nessa postura, aparece o esporão amarelo do encontro das asas. Através dessas atitudes, intimidam a ave invasora. Ocasionalmente, ocorre luta corporal. A jaçanã tem vasta distribuição nas Américas, ocorrendo a partir das Guianas até a Venezuela, Colômbia, Brasil, Bolívia, Argentina, Equador, Peru e Chile (Meyer de Schauensee 1982).

Tiziu

(Volatinia jacarina)





O tiziu é uma ave passeriforme da Família Emberizidae. Conhecido também como tizirro, saltador, veludinho, papa-arroz, bate-estaca (Rio de Janeiro), serrador, serra-serra e alfaiate. Alimenta-se principalmente de sementes de gramíneas como a braquiária, mas também captura insetos. Estes pequenos pássaros são vistos com grande freqüência, geralmente aos pares, em áreas alteradas, descampados, savanas, campos e capoeiras baixas da América do Sul, exceto no extremo sul. Vive aos pares durante o período reprodutivo, porém, fora deste, reúne-se em grupos que podem chegar a dezenas de indivíduos. Nestas situações, freqüentemente mistura-se a outras espécies de pássaros que alimentam-se de sementes. Em regiões do Sudeste e Sul do País, como em São Paulo, desaparece durante o inverno, migrando para regiões mais quentes.

Tico-tico

(Zonotrichia capensis)






O tico-tico é uma ave passeriforme da família Emberizidae. É um dos pássaros mais conhecidos e estimados do Brasil. Seu nome vem do tupi e deriva do seu canto. Esta ave e o pardal são duas espécies comuns em áreas urbanas e muitas pessoas as confundem apesar de terem diferenças facilmente percebíveis. Conhecido em Pernambuco como “solta-caminho”e no interior de São Paulo como titiquinha e ticão. Alimenta-se de sementes, brotos, frutas, insetos (besouros, formigas, grilos, cupins alados). É comum em paisagens abertas, plantações, jardins, pátios e coberturas ajardinadas de edifícios. Abundante em regiões de clima temperado e também em cumes altos expostos a ventos frios e fortes. É favorecido pelo desmatamento e pela drenagem de alagados, aumentando sua área de ocorrência. Vive em casais isolados, sendo que o macho ataca tico-ticos vizinhos que invadam seu território. Entre os traços interessantes do seu comportamento figura a técnica de esgravatar alimento no solo por meio de pequenos pulos. Para removerem a camada superficial de folhas ou terra solta que recubra o alimento. Perscrutando o terreno à sua frente pulam até 4 vezes consecutivas verticalmente sem alterar a posição das pernas e esgravatando o chão com ambos os pés sincronizadamente jogando para trás o material impeditivo. A tendência de executar tal movimento pelo tico-tico é tão forte que mesmo quando come algo sobre uma laje de cimento limpo ou num quintal pula da mesma forma. Ocorre em todas as regiões do País, com exceção das áreas florestadas da Amazônia. É migratório no Rio Grande do Sul e Paraná, aparecendo em bandos provavelmente procedentes dos países vizinhos. Encontrado também do México ao Panamá e na maior parte da América do Sul até a Terra do Fogo (Argentina).

Anu-preto

(Crotophaga ani)




O anu-preto é uma ave cuculiforme da família Cuculidae. Conhecido também como anu-pequeno e anum (Pará). São aves extremamente sociáveis. Tem grande habilidade em pular e correr pela ramagem. O cheiro do corpo é forte e característico, perceptível para nós a vários metros e capaz de atrair morcegos hematófogos e animais carnívoros.
Vive em paisagens abertas com moitas e capões entre pastos e jardins; ao longo das rodovias costuma ser quase a única que se vê, como habitante de lavouras abandonadas. Prefere lugares úmidos. Sendo um fraco voador, mal resiste à brisa, qualquer vento mais forte leva-o para longe. Gostam de apanhar sol e banhar-se na poeira, muitas vezes a plumagem fica fortemente tingida com a cor da terra do local ou de cinza e carvão, sobretudo se antes correrem pelo capim melado. Pela manhã e após as chuvas pousam de asas abertas para enxugar-se. À noite para se esquentar juntam-se em filas apertadas ou aglomeram-se em montões desordenados; acontece de um correr sobre as costas dos outros, que formam a fila, para forçar a sua penetração entre os companheiros, arrumam as suas plumagens reciprocamente. Procuram moitas de taquara para pernoitar.
Muitas crendices absurdas circulam entre algumas pessoas, um exemplo é: “dizem que à carne do anu-preto é atribuído o valor curativo em doenças venéreas”.
Ocorre da Flórida à Argentina e todo o Brasil.


Sanhaçu-do-coqueiro

(Thraupis palmarum)


O sanhaçu-do-coqueiro é uma ave passeriforme da família Thraupidae que está freqüentemente associada a palmeiras, daí seu nome popular. É agressiva em relação a indivíduos da mesma ou de outras espécies. Muito ativo, vive em casais e pequenos grupos, provavelmente familiares. Está sempre movimentando-se nas horas frescas do dia, lançando-se em vôos longos sobre os rios ou áreas abertas. Ocasionalmente, está na parte baixa da vegetação. Embora prefira os ambientes florestados, também visita capões de cerrado e áreas com adensamento dessa vegetação. Acostuma-se a pomares e ambientes urbanos bem arborizados. Pode ser visto em jardins, onde vai nos comedouros para aves para alimentar-se de frutos. Encontrado também nas cidades e até nos parques dos grandes centros urbanos do país.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Anu Branco

(guira guira)

Também conhecido como rabo-de-palha, alma-de-gato, pelincho e piririgua.
Corpo franzino, cauda comprida, graduada e com fita preta. Branco-amarelado, bico cor de laranja (cinzento no indivíduo imaturo ). Bico forte e curvo. Sexo sempre semelhante. O cheiro do corpo é forte e característico, perceptível para nós a vários metros e capaz de atrair morcegos hematófogos e animais carnívoros. Quando empoleira arrebita a cauda e joga-a até às costas. Anda sempre em bandos. São aves extremamente sociáveis. Mede cerca de 38 cm.
Sua vocalização é alta e estridente: “iä, iä, iä” (chamada e grito durante o vôo); “i-i-i-i” (advertência); seqüência fortemente descendente e decrescendo de melodiosos “glüü” (canto); cacarejo baixo.
Ocorre do sudeste do Amapá e do estuário amazônico à Bolívia, Argentina e Uruguai.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Carão

(Aramus guarauna)

O carão mede até 70 cm de comprimento, possuindo o corpo pardo-escuro com garganta branca, bico com mandíbula amarela, cabeça e pescoço estriados de branco e pernas negras.
Habita localmente pântanos e campos alagados, margens de rios com vegetação baixa e manguezais. Vive solitário, eventualmente em grupos maiores, em poças de lama. Durante o período reprodutivo vive aos casais. É principalmente noturno, embora também ativo durante o dia. Quando não está se alimentando pode ser observado pousado em arbustos baixos. E encontrado em todo o Brasil e também do sudeste dos Estados Unidos (Flórida) e México até a Argentina e o Uruguai.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tico - tico do campo


( Ammodramus humeralis )
Também conhecido como tico-tico-rato, o tico-tico-do-campo (Ammodramus humeralis) é um pássaro da família Emberezidae que vive em campos secos com gramíneas, cerrados, terrenos cultivados e locais com moitas de capim alto.
Ocorre em alguns locais da Amazônia brasileira (Roraima, Amapá e em áreas campestres isoladas, do leste do Rio Tapajós até o Maranhão) e em todo o restante do país, assim como nos demais países da América do Sul, exceto Equador e Chile.