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quarta-feira, 30 de março de 2011

Pombão

Patagioenas picazuro



O pombão é uma ave columbiforme da família Columbidae. Conhecido pelos nomes populares de: asa-branca, legítima, legítima-mineira, pombo (a) do ar, pomba-trocal, pomba-trocaz, pomba-carijó (RS) e pomba-verdadeira. Quando em vôo, a principal característica da espécie é a faixa branca na parte superior das asas.
Etimologia: Columba - do latim columba = pomba; Picazuro - do nome indígena guarani (Paraguai) picázuró = pomba amarga ou amargosa (referência oa gosto amargo desta ave, quando se alimenta de uma certa quantidade de frutos). [FRISCH, 162]
Esta ave inspirou Luis Gonzaga e Humberto Teixeira a compor uma das mais conhecidas canções populares, Asa Branca. Vive nos campos com árvores, áreas urbanas, cerrados, caatingas e florestas de galeria. Freqüentemente encontrada no solo. É migratória como tanta outras pombas, estendendo seus domínios acompanhando o desmatamento, aparecendo em grande quantidade. Voa longas distâncias e a grandes altitudes, exibindo seu espelho alar branco; está aproveitando as áreas urbanas, é comum ser encontrada comendo milho em galinheiros.
Ocorre do Nordeste ao Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, São Paulo (nas partes meridionais do país) e também na Bolívia, Argentina e Paraguai.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sovi

Ictinia plumbea


O sovi é uma ave falconiforme da família Accipitridae. O Gavião-saúveiro ou Sovi, é uma espécie bem comum em nosso país, vive nas bordas de florestas e campos, pode ser visto sobrevoando queimadas para caçar. Alimenta-se principalmente em revoadas de formigas, cupins e outros insetos, os quais captura com os pés e come ainda em pleno vôo. Também captura pequenas presas na copa da floresta e pequenos lagartos e cobras no chão. Comum em bordas de florestas densas, capoeiras altas e florestas de galeria. Vive solitário, aos pares ou mesmo em bandos, às vezes misturado a outras espécies de gaviões. É muito agressivo e territorial contra outros gaviões que passam próximo ao ninho. Nesse período, emite com freqüência um assobio fino e curto, um som parecendo vir de um passarinho e não de um gavião, foi observado por willian menq (2005) no municipio de Peabiru-PR um Ictinia plumbea voando a certa altura quando passa no local um Caracará Caracará plancus então o gavião-sauveiro desce um “picado” voo mergulho com as asas semi-fechadas em direção ao caracará quase o atingindo, espantando-o do local.
Presente em todas as regiões brasileiras e do México à Argentina. É migratório no Pantanal, sul e sudeste do Brasil, com uma população residente na Amazônia, por onde passam os migrantes em seu movimento para o norte, em abril, ou no seu retorno, em agosto.

domingo, 20 de março de 2011

Baiano

Sporophila nigricollis

O Baiano é também conhecido como Coleiro-baiano, Cabecinha-preta, Coleiro-paulista, Papa-arroz, papa-capim-de-peito-preto, papa-capim-capuchinho e pretinho. Vive em campos abertos, clareiras arbustivas, campos de cultivo, beiras de estradas e capinzais altos. O macho possui um capuz preto na cabeça, contrastando com as partes superiores oliváceas e com as partes inferiores amareladas. Ocorrem também coleiros com as partes inferiores brancas. As fêmeas possuem cor parda, a mesma cor dos filhotes. Os filhotes machos adquirem a plumagem de adulto com cerca de 18 meses de idade. Reune-se em grupos fora do período reprodutivo, misturando-se freqüentemente a outros pássaros que se alimentam de sementes.
Há bastante variação individual e regional no canto (dialetos) no gênero Sporophila. O canto é melodioso, muito agradável.
Presente em grande parte do Brasil, em direção sul até o Paraná, excetuando-se a Região Amazônica entre o oeste do Mato Grosso e Rondônia e, em direção nordeste, até o Amapá. Encontrado também da Costa Rica ao Panamá e na Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Argentina.



Vira-bosta

Molothrus bonariensis



Também conhecido por maria-preta, chopim, chupim, chupim-vira-bosta, melro, godero, gaudério, cupido (Maranhão) e engana tico; o vira-bosta é uma ave passeriforme da família Icteridae. É provavelmente a ave mais odiada do Brasil, principalmente por causa de seus hábitos reprodutivos parasitários, pois nunca cuida de seus próprios ovos, sempre os botando nos ninhos de outras aves para que elas criem seus filhotes. Nada menos do que 55 espécies já foram listadas como hospedeiras, desde aves maiores até menores do que o vira-bosta.
Habitam paisagens abertas como campos, pastos, parques e jardins. Entre junho e setembro são muito gregárias, concentrando-se em pousos noturnos comunitários ou buscando alimentos em gramados e áreas campestres com capim baixo. Nessas concentrações, é possível observar os machos ameaçando-se mutuamente com seu característico comportamento de apontar o bico para cima e caminhar em direção ao oponente com as penas brilhando ao sol. O hábito de fuçar nas fezes do gado a procura de sementes mal digeridas lhe confere seu nome popular vira-bosta. Segue o gado para capturar os insetos por ele deslocados. Aprende a comer em comedouros artificiais de aves, a catar migalhas em locais públicos e a seguir arados para capturar minhocas e outros pequenos animais. É considerado uma praga agrícola, especialmente em arrozais do sul do país. Os machos se exibem para as fêmeas com vôos curtos nos quais cantam sem parar, arrepiam suas penas e batem as asas semi-abertas e também com apresentações que envolvem eriçar as penas, balançando-as rapidamente e vocalizar. Sua vocalização atinge frequências inaudíveis para os seres humanos.
Ocorre em todo o Brasil e America do sul, menos na cordilheira dos Andes.

Gralhão

Ibycter americanus



O Gralhão é uma ave falconiforme da família Falconidae. Conhecido também como Cancão, Alma-de-tapuio (Maranhão), Cã-cã, Caracará-preto, Cacão e Cancão-grande. Alimenta-se de frutas, abelhas, cupins, sementes, larvas e adultos de marimbondos, os quais consegue derrubando suas casas. É incomum, habitando o interior e a borda de florestas densas, florestas de várzea, cerrados e clareiras com árvores esparsas. Barulhento, vive sempre em pequenos bandos com cerca de 5 indivíduos. Normalmente pousa no alto de árvores ao longo de rios ou da borda da floresta; às vezes é visto no estrato baixo ou mesmo no chão.
Ocorre na Amazônia brasileira, Piauí e, em direção sul, até o Paraná. Encontrado também do México ao Equador e Peru.


quarta-feira, 16 de março de 2011

Gavião-de-penacho

Spizaetus ornatus
O Gavião-de-penacho é um falconiforme da família accipitridae. É conhecido também como Apacamim. Como o gavião-real, esta espécie encontra-se ameaçada de extinção na Floresta Atlântica apesar de não figurar na lista nacional de espécies ameaçadas. Mede cerca de 67 cm de comprimento e 140 cm de envergadura. Espécie incomum, habita florestas primárias densas, bordas de florestas e florestas de galeria. Tornou-se raro na Mata Atlântica. Encontrado com maior freqüência próximo à clareiras naturais.
Caça aves, pequenos mamíferos (ratos, mucuras) e répteis (cobras, lagartos), que captura tanto no solo quanto nos galhos da copa.
Ocorre em todo o Brasil e também do México à Argentina.




Urubu-de-cabeça-amarela

Cathartes burrovianus


O urubu-de-cabeça-amarela é uma ave cathartiforme da família Cathartidae. O papel das aves comedoras de carniça no ambiente é de uma importância fundamental. A nossos olhos, essa adaptação é repugnante. Graças a elas, no entanto, há uma rápida reciclagem das carcaças e reincorporação ao sistema dos nutrientes. Reduzem ou dificultam o crescimento de bactérias nocivas, ao diminuírem a disponibilidade de tecido animal em decomposição, sendo altíssima sua capacidade de resistência a organismos infecciosos. Habita beiradas de rios e lagoas florestadas, áreas pantanosas e campos. Vive normalmente solitário ou em grupos de alguns indivíduos, bem espaçados. Paira baixo sobre pantanais ou campos alagados, sendo incomum encontrá-lo voando alto. Pousa em postes baixos e cercas. Possui os mesmos hábitos gerais das espécies da mesma família, às vezes usando os mesmos pousos noturnos.
Até há pouco tempo, os urubus eram considerados gaviões que especializaram-se em comer carniça, como os abutres da Eurásia e África. Estudos mais detalhados concluíram que, na verdade, os urubus das Américas possuem ancestrais próximos às cegonhas. São cegonhas especializadas em comer carniça. Como as cegonhas, não produzem sons, exceto um chiado feito pelo ar rapidamente expelido, quando defendem seus ninhos. Existe uma série de adaptações e comportamentos semelhantes nos dois grupos.
Encontrado em diversas regiões do Brasil, é mais comum no Nordeste e na Amazônia, sendo ainda o urubu predominante nas restingas do Rio de Janeiro. Presente também desde o México até o norte da Argentina e Uruguai.


Arapaçu-verde

Sittasomus griseicapillus



O arapaçu-verde é uma ave passeriforme da família Dendrocolaptidae Também conhecido por arapaçu-de-cabeça-cinza, cutia-de-pau-pequena e trepadeira. Apanham insetos sobre a casca e em pequenos buracos no tronco. Associam-se a outras aves seguindo formigas de correição, apanhando insetos espantados pela caçada das formigas. O menor arapaçu do interior das matas, cerradões e matas secas. Vivem sós ou em casais. Possuem um chamado longo, pios agudos acelerados no início e descendente no final, muito característico. Lembra, um pouco, o dueto do joão-de-barro na duração, aceleração e diminuição.

terça-feira, 15 de março de 2011

Periquitão-maracanã

Aratinga leucophthalma

O periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalma), também conhecido por aratinga-de-bando, é uma ave da ordem Psittaciformes, família Psittacidae. Apresenta outros nomes populares como: araguaí e maritaca(SP/MG), araguari, aratinga, arauá-i, aruaí, guira-juba, maracanã, maracanã-malhada, maricatã(MG). Não é considerada como sendo ameaçada, embora o comércio internacional(tráfico) vem afetando suas populações. Habita florestas úmidas, semi-úmidas, pântanos, florestas de galeria e palmares de Buriti nas Planícies, até 2500 m. Não freqüenta regiões com rios de águas escuras, e em geral encontra-se em terras baixas. Voa em bandos de 5 a 40 indivíduos. Dormem coletivamente em variados lugares.
Ocorre em todo o Brasil, sendo encontrado desde em florestas até cidades. É ave adaptável a ambientes alterados pelo homem. À leste dos Andes, desde a Colômbia e Venezuela até o norte de Argentina e Uruguai, incluindo parte da Amazônia e em quase todo o Brasil.


Peitoril

Atticora fasciata


O peitoril é uma ave passeriforme da família Hirundinidae. Também conhecida como Andorinha-de-faixa-branca. Reproduz-se em pequenas colônias, cavando buracos em barrancos. Em várias regiões da Amazônia é a andorinha mais abundante nas beiras de rios. Pousa tanto nas pedras do meio do rio como em galhos debruçados sobre a água. Vive em pequenos bandos.
É encontrado em toda a Amazônia brasileira e nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Choca-barrada

Thamnophilus doliatus


Fêmea

Macho
A choca-barrada é uma ave passeriforme da família Thamnophilidae. Também conhecida como maria-cocá e gata-véia(interior paulista). Domina no macho a coloração negra, enquanto na fêmea ela é amarronzada. Entretanto, o macho é todo barrado (razão de um dos nomes comuns), exceto pelo negro uniforme do alto da cabeça, enquanto a fêmea possui somente os lados da cabeça estriados. Na ave adulta, o olho é branco com leve tom amarelado (marrom avermelhado nos juvenis). Também mantém as penas da cabeça eriçadas boa parte do tempo, em um topete muito destacado. Apresenta um comprimento de 16 centímetros. Costumam freqüentar as capoeiras, bordas da mata ciliar, cerradões e matas secas, raramente entrando alguns metros na vegetação mais alta. É a choca de distribuição mais ampla e a que mais se aproxima do ser humano, tanto por não ser arisca quanto por ser bem generalista e se adaptar a áreas alteradas. Sua distribuição original compreendia cerradões, bordas de matas de galeria e outras formações florestais não muito densas. No fim da década de 80 sua aparição em áreas urbanas foi até motivo para publicações em periódicos ornitológicos, mas hoje em dia sua presença em nossas cidades já não é mais novidade e já foi encontrada até mesmo em parques próximos ao centro de metrópoles como Campinas e Ribeirão Preto. Sua distribuição vem crescendo e recentemente chegou à cidade de São Paulo, que está fora de sua distribuição original que era restrita a áreas de cerrado.


segunda-feira, 14 de março de 2011

Tesourinha

Tyrannus savana





Também conhecida como tesoura, tesoureira e tesourinha-do-campo, a tesourinha é um ave passeriforme da família tyranninae. Migrante inconfundível, onde passa em grupos de até centenas de indivíduos, em concentrações típicas nos meses de setembro e outubro. Dormem em uma mesma árvore ou árvores próximas quando estão migrando, seja em áreas naturais, seja em áreas urbanas. Apesar de migrarem em grupos, em setembro os machos já estão exibindo seu característico vôo territorial, pairando em espirais com asas e cauda abertos, ao mesmo tempo em que emite o canto longo e rápido, terminado com três ou quatro notas mais espaçadas. Localmente, procuram as áreas abertas, como os cerrados (daí a razão do savana em seu nome científico), pastagens e áreas de cultura, onde ficam pousadas em mourões de cerca, postes, fios e árvores isoladas. Também podem procurar as matas, ou até mesmo cidades.
Talvez poucas aves conheçam melhor a América do Sul do que a tesourinha. Existem tesourinhas que vivem no sul (Argentina, Paraguai e extremo sul do Brasil), em várias outras partes do Brasil, no Caribe e no sul do México. Depois do verão, as tesourinhas migram aos milhares para a região da Amazônia, onde permanecem até o inverno acabar. No início da primavera, cada uma volta para a sua região de origem, onde vão reproduzir, criar os filhotes e começar tudo novamente no ano seguinte. Assim, as tesourinhas são muito abundantes nas regiões onde vivem, mas apenas em algumas épocas do ano. Em outras, desaparecem completamente

Guaracava-grande

Elaenia spectabilis


A guaracava-grande é uma ave passeriforme da família Tyrannidae. Mede 18 cm de comprimento. É semelhante à guaracava-de-barriga-amarela(Elaenia flavogaster), embora seja maior e com três barras brancas muito distintas nas asas, além de seu topete não apresentar listras brancas. Ambas as espécies podem ser sintópicas. Alimenta-se de frutos e artrópodes (insetos). Ocorre em bordas de florestas diversas, campos rupestres (como na Serra do Cipó,Minas Gerais), capoeiras, cerrados diversos e matas secas.
Está presente em todo o Brasil, com exceção do extremo norte e de grande parte das regiões Sudeste e Sul.

Bem-te-vi-rajado

Legatus leucophaius


Mede cerca de 14,5 cm de comprimento. O menor dos “bem-te-vis rajados”, no período reprodutivo vocaliza praticamente o dia todo em locais expostos e torna-se notável. Em comparação com o peitica(Empidonomus varius), o bico é menor e a cauda mais curta, conferindo um aspecto mais atarracado ao bem-te-vi-pirata. Sob excelentes condições, é possível observar que falta a esse o fio marrom avermelhado da parte superior das penas da cauda daquele. Entretanto, como sempre os vemos contra o céu, as características comportamentais são grandes auxiliares. O nome pirata vêm do hábito de tomarem ninhos construídos por outras espécies para reproduzirem. Varia de incomum a comum em clareiras com árvores esparsas, bordas de florestas úmidas e capoeiras. Vive normalmente solitário e pousado à altura da copa. Passaria facilmente desapercebido não fosse seu canto marcante, repetido insistentemente.
 Encontrado em quase todo o Brasil, com exceção de parte das regiões Centro-oeste e Nordeste. Encontrado também do México ao Panamá e nos demais países da América do Sul, excluindo-se o Chile e o Uruguai.
 

Tempera-viola


Saltator maximus


 
O tempera-viola é um Passeriforme da família Thraupidae. Também conhecido como estevam (Bahia), sabiá-gongá (Pará e Pernambuco), sabiá-pimenta e trinca-ferro. Muito confundido com o trinca-ferro-verdadeiro(Saltator similis), daí alguns o chamarem pelo mesmo nome. É comum em bordas de florestas, clareiras arbustivas com árvores isoladas, capoeiras e plantações, principalmente em regiões mais úmidas. Não penetra em regiões serranas. Vive solitário ou aos pares. Onívoro, alimenta-se principalmente de frutos.
Presente em toda a Amazônia e nas regiões central e leste do Brasil, estendendo-se para o sul até o Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro. Encontrado também do México ao Panamá, em todos os demais países Amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia - e no Paraguai.