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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Neinei

Megarynchus pitangua




À primeira vista muito parecido com o bem-te-vi, dele se distinguindo pelo bico nitidamente maior, o que motivou o nome do gênero, e principalmente pela voz, claramente diferente, que lhe valeu o nome onomatopéico. Costuma-se encontrar esta espécie em florestas, paisagens abertas com árvores espassas e cerrados. Vive nas copas da mata.
Também conhecido pelos seguintes nomes: bem-te-vi-bico-de-gamela (PE), bem-te-vi-do-bico-chato (SP), bem-te-vi-do-mato (SP), bem-te-vi-do-mato-virgem, bem-te-vi-gamela (CE) bem-te-vi-gameleiro (MG), bem-te-vi-pato (ES), pintangoá, pitanguá e pitanguá-açu (Amazônia), siriri (SC).

Ave migratória, sendo encontrada nos meses mais quentes do ano. O casal tem o hábito de cantar em dueto, porém este é mal sincronizado. Apesar da aparência quase idêntica ao seu primo bem-te-vi, o nei-nei se comporta de forma um tanto diferente. É muito mais tímido, sendo mais fácil de ouvir que ver, pois passa a maior parte do seu tempo na copa das árvores.
É migratório em algumas regiões.

Martim-pescador-verde

Chloroceryle amazona
O martim-pescador-verde é um ave coraciiforme da família Alcedinidae, também chamado de ariramba-verde e martim-gravata(RS).
Chloroceryle - do grego khloros = verde + gênero Ceryle = ave da família Cerylidae e amazona - refere-se a abundancia deste no rio Amazonas local onde foi descrito (Caiena, Guiana Francesa).
Frequenta águas interiores, rios e lagos grandes, sendo pouco comum na orla marinha. Voa rente ao espelho d’água. Empoleira-se em galhos baixos, ocultos por folhagem densa, passando desapercebido, pois na penumbra sua plumagem esverdeada assume tonalidades escuras. Alisa as penas do píleo com o encontro das asas e balança a cauda verticalmente como outros Martins-pescadores.
Voz: “krad”, “kätch”; seqüência de assobios “it… tji… tjü-tjü… tze-tze-tze” ( canto, ambos os sexos ).
Ocorre do México à Argentina, todo o Brasil.


terça-feira, 26 de abril de 2011

Coró-coró

Mesembrinibis cayennensis



O coró-coró é uma ave ciconiiforme da família Threskiornithidae, sendo a única espécie florestal desta família. Recebe os nomes populares de caraúna, curubá, curicaca-parda e tapicuru. Alimenta-se de invertebrados (minhocas e insetos) e também de plantas aquáticas. O coró-coró é freqüente nas matas úmidas e escuras. Antes mesmo de raiar o sol ele deixa o pouso dentro da mata e sai a gritar, tanto em vôo como no solo. Ave muito arisca, ao notar alguém nas proximidades alça voo seguido de gritos roucos (corooooó-corooooó). Vive em áreas urbanas arborizadas.
Habitando desde a região do Panamá até a do Paraguai e Argentina e em quase todo o Brasil.


Maracanã-verdadeira

Primolius maracana


A maracanã-verdadeira é uma ave psitaciforme da família Psittacidae. Também é conhecida pelos nomes de arara-pequena, ararinha, maracanã, mulata-maracanã e papagaio-de-cara-branca.
Essa espécie é classificada como vulnerável a extinção (CITES I), ou seja, se medida não forem tomadas essa espécie pode entrar em processo de extinção. A espécie mede cerca de 41 cm de comprimento, fronte, parte do dorso e barriga vermelhas, face superior da cauda ferrugínea, face nua amarelo-clara, anel perioftálmico branco e bico negro. Alimenta-se de frutos e sementes.
Habita beira de matas e buritizais, presente do estado brasileiro do Maranhão até o Paraguai e a Argentina.