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terça-feira, 31 de maio de 2011

Arapaçu-de-bico-branco

Dendroplex picus

 


O arapaçu-de-bico-branco é uma ave passeriforme da família Dendrocolaptidae. Conhecido também como arapaçu-de-bico-reto. Acompanha regularmente bandos mistos de aves insetívoras, geralmente no sub-bosque e no estrato médio. Escala troncos e ramos horizontais em busca de insetos e outros invertebrados pequenos. Bastante comum em uma série de hábitats, tais como florestas de várzea, igapós (florestas inundadas), buritizais, bordas de florestas e capoeiras jovens. Vive solitário ou aos pares.
Ocorre em toda a Amazônia brasileira, na Região Nordeste, e ainda nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, e Espírito Santo. Encontrado também no Panamá e nos demais países amazônicos: Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Inhambu-chintã

Crypturellus tataupa


O inhambu-chintã é uma ave tinamiforme da família Tinamidae.
O inhambu-chintã foi imortalizada na composição de Athos Campos e Serrinha, nas vozes de Tonico e Tinoco. Dando inspiração e origem ao nome da dupla Chitãozinho e Xororó.

Eu não troco o meu ranchinho marradinho de cipó
Pruma casa na cidade, nem que seja bangalô
Eu moro lá no deserto, sem vizinho, eu vivo só
Só me alegra quando pia lá pra aqueles cafundó

É o inhambu-chitã e o xororó
É o inhambu-chitã e o xororó


É um tinamídeo relativamente comum em grande parte do Brasil, e que apresenta boa resistência às alterações antrópicas. Habita capoeirões, espigões de mata secundária, plantações degradadas em áreas de mata nativa primitiva, plantações (milho, café, algodão, entre outras). Em canaviais e áreas de eucalyptus, pode ocorrer em havendo capoeiras nativas nas proximidades.
Esta espécie ocorre desde o Espírito Santo até a Argentina, onde é chamada perdiz del monte, perdiz del hogar.

domingo, 15 de maio de 2011

Choca-listrada

Thamnophilus palliatus


A choca-listrada é conhecida também como choca, choca-lineada, espanta-raposa (Pernambuco e Paraíba), xorró. Habita bordas de florestas úmidas e de montanhas, clareiras em regeneração, áreas com emaranhados de cipós, capoeiras arbustivas e quintais. Normalmente encontrada aos pares, pulando em meio à vegetação, em busca de insetos. Varia de incomum a bastante comum nas regiões onde está presente. Presente em duas regiões separadas:
  1. na Amazônia, ao sul do Rio Amazonas, da fronteira com o Peru e Bolívia (países em que também está presente) ao Pará, Maranhão e Piauí e;
  2. na costa leste, da Paraíba ao Rio de Janeiro.

Pé-vermelho

Amazonetta brasiliensis


Além de pé-vermelho também pode ser chamado de marreca-ananai, asa-de-seda, paturi (sertão de Parnambuco e Bahia) ou até do seu primeiro nome amazonetta que vem do seu nome científico Amazonetta brasiliensis, vive em banhados onde retiram seu alimento e criam seus filhotes e próximo a eles fazem os seus ninhos. Passam grande tempo dentro da água e nas margens procurando alimento, voam apenas quando estão em perigo, são de hábito diurno mas costumam passear também a noite, são aves que vivem pacificamente muito bem com outros anseriformes como a marreca irerê.
Ocorre em todo Brasil.

Beija-flor-de-veste-preta

Anthracothorax nigricollis

Conhecido popularmente como beija-flor-preto ou beija-flor-de-veste-preta, o Anthracothorax nigricollis pertence à Ordem Apodiformes e à Família Trochilidae. Destaca-se pela grande diferença entre o macho e a fêmea, que parecem ser espécies diferentes. Ocorre em todas as regiões do Brasil. Vive nas bordas da mata e cerradão, ocupando a parte alta das copas. Ocupa todos os ambientes florestais e pode ser visto em jardins. Gosta de ficar nas folhas dos ingazeiros da beira dos rios e corixos. Em alguns locais da região do cerrado, desaparece no início das secas, podendo ter algum movimento migratório ainda desconhecido.
Presente em todo o Brasil e do Panamá à Bolívia e Argentina.

Mergulhão-pequeno

Tachybaptus dominicus

Também conhecido como mergulhão-pompom, o mergulhão-pequeno é uma ave aquática da família Podicipedidae. Vive em qualquer massa d’água, até em poços artificiais bem pequenos, contanto que não estejam cobertos por plantas aquáticas e aterros alagados na beira de estradas. Apesar das asas pequenas, voam entre lagos isolados. Encontrado solitário, aos pares ou em grupos familiares.
Voz: Agudo “tirri”, “kirr-kirr”, gritos guturais que podem lembrar a voz do macaco-prego; violenta sequência monótona que soa como um açoitar ( canto ), podendo ser prolongada. Há duetos do casal. Filhotes barulhentos: “bibibi…”.
Encontrado do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina. Todo o Brasil.

Suiriri

Tyrannus melancholicus


Quase tão conhecido como o bem-te-vi, é encontrado em todo o Brasil. Adapta-se até aos maiores conglomerados urbanos, desde que haja alguma arborização. Pode ser visto no meio de São Paulo ou Rio de Janeiro, por exemplo. A população do sul do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (parte) é completa ou parcialmente migratória. Seu nome popular, de origem onomatopéica, origina-se de sua vocalização “si-ri-ri” (Höfling e Camargo, 2002).
Costuma ficar pousado em poleiros expostos, seja na parte alta da mata, seja em arbustos. Usa também fios, cercas e estruturas criadas pela ação humana.
Vive solitário ou em casais, muito agressivos entre si.
Vivem em grupos de até duas dezenas de suiriris e podem ser vistos empoleirando-se próximos, algumas vezes juntos à tesourinhas. Durante o dia fluxos constantes de suiriris voando na mesma direção a poucos metros das copas podem ser notados. Chama a atenção pela pequena distância entre si e a continuidade do movimento, às vezes por 30 ou 40 minutos, com 2 ou 3 aves de cada vez.
Cantam freqüentemente do final madrugada ao início da noite, geralmente pousados em fios, antenas, mourões de cerca ou nos galhos mais altos das árvores, o que amplia seu campo de visão para a captura de insetos, defesa da prole, etc. Um fato interessante observado é que os indivíduos costumam escolher os mesmos horários e lugares para seus gorjeios, mesmo em diferentes épocas do ano.
Ocorre em todo o Brasil e desde os Estados Unidos à quase toda a América do Sul (Sick,1997). É uma espécie muito observada no estado de Santa Catarina entre setembro e começo de abril, época em que ocorre sua nidificação (dezembro/janeiro). Algumas populações migratórias possuem asas mais pontudas, o que pode ser explicado como uma adaptação para vôos longos (Sick, 1997).
A população argentina, do Uruguai, grande parte do Paraguai, do extremo sudeste boliviano e do sul do Brasil é migratória, indo para a Amazônia a partir de março/abril. Retornam em outubro, passando pelo Pantanal em abril/maio e em setembro/outubro.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sanã-do-capim

Laterallus exilis

 

A sanã-do-capim é uma ave gruiforme da família Rallidae. Mede 14 centímetros. Espécie pequena, de bico e penas verdes, olhos e nuca avermelhados. Captura artrópodes e minhocas no solo úmido e consome sementes de gramíneas. Habita capinzais alagados, arrozais, banhados, brejos, pirizais e na vegetação ribeirinha em ilhas fluviais e lagos de toda a Amazônia Meridional. Vive usualmente em pares.
No Brasil, ocorre ao sul do Rio Amazonas, mas sua distribuição no Brasil Oriental apresenta-se disjunta ou mal conhecida.